terça-feira, 14 de julho de 2009

Estações.

Ao vento que sopra e leva tudo embora.
Vento que passa e deixa marcas.
Ora brisa, ora furacão.
Sempre inconstante, em eterna mutação.


Como os cabelos emaranhados da menina
Como algumas (poucas) folhas caídas
Multicoloridas, enfeitam o chão.


Chão que piso dia a dia
E repouso meus pés andarilhos
Muito confusos, estão perdidos
Trôpegos ao caminhar.


Imploro ao vento:
'Leve-me com você
Sou instável, puro ar.
Onde eu trague a liberdade de uma vez só
E respire sem dor, sem dó

Eis aí o meu lugar.
Quero a leveza de mudar o mundo
Transformar, bagunçar tudo
E nada falar.'

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Arcádia (porque o simples basta)


Eu quero me casar com você
Ter nossa casa, nosso lar, nosso abrigo
Ter filhos iguaizinhos a nós dois,
Que se perturbem e sejam grandes amigos.

Eu quero me casar com você
Amanhecer e anoitecer sempre ao seu lado
Passar pelos dias tendo a certeza e a alegria
De que jamais ficaremos separados.

Eu quero me casar com você
Sentir para sempre a presença e o amor
Que inspira toda a minha poesia
Bem mais que ontem, muito mais do que hoje
Por toda a nossa vida.


domingo, 5 de abril de 2009

Aos que passeiam por aqui falo, até para mim mesma, com uma certa vergonha e remorso...Não tenho sido assídua na postagem de alguns versos, algumas palavras, por conta do remoto acesso à rede, uma vez que sem ela fica inviável deixar um registro por aqui.

Por um lado está sendo bom; tenho escrito algumas coisas nas últimas folhas do meu caderno, tenho usado o lápis, a caneta, e esse contato, me fazia falta.

Por outro lado, já criei esse acervo. MEU acervo. Egoísta, individual e MEU. Meu, meu, meu.

Nada me deixa tão feliz quanto essa aproximação com a linguagem, com o poder ser, mesmo que eu nem seja.

Portanto, estou tentando também me convencer...logo estarei de volta. Espero que melhor e mais firme nesse intento belo e difícil que é poetizar a vida.

A literatura é o que há de mais magnífico na vida, pois transforma a tristeza, a alegria, e até mesmo as mazelas do dia a dia na mais bela poesia.

Fica o recado.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Carnaval

Talvez pareça estranho aos que leem (assim, sem acento...¬¬), dizer que sou carioca da gema e que não sou muito fã de Carnaval.

Pois é, das datas comemorativas e feriados que nos proporcionam um sossego das tarefas cotidianas, o Carnaval, a festa que mostra o Brasil para o mundo, é a que menos me atrai.

Nunca me fantasiei, saí em apenas um bloco de rua (aos 11 anos, num desfile do Ensino Fundamental), nunca fui a uma micareta. Esse misto de suor, alegria em demasia, fantasias e mulheres quase nuas sambando por aí não me fascinava. Assisto alguns desses desfiles transmitidos diretamente da Marquês de Sapucaí pela TV e tive a oportunidade de, pela primeira vez e coincidentemente, ver o desfile completo da escola vencedora desse ano: Salgueiro. E confesso que, apesar de não saber muito sobre alegorias, rainhas de bateria e comissões de frente, vibrei com a cultura viva que me foi passada através do samba, da simbologia, da raiz do povo brasileiro. Achei tudo muito bonito, muito colorido, muito festivo, muito BRASILEIRO.

Apesar de algumas coisas insuportáveis, como pessoas urinando (entre outras coisas...) pelas ruas, lixo e mais lixo pelas calçadas, sujeira e uma certa desordem, confesso que apesar de não ter posto o pé fora de casa, aproveitei um pouquinho da essência carnavalesca que nos ronda em semanas como essa. Mesmo sem gostar, você acaba se encantando com a criatividade, com a entrega das pessoas para em cerca de uma hora e meia sentirem o coração bater mais rápido a cada som da bateria, e se sentirem vivos ao colocarem um adorno e saírem por aí, sambando, rindo, alegrando a todos ao passarem pela avenida.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Amigos: sempre uma boa lembrança

Bom, hoje eu estou doente e em dias assim fico um pouco mais sensível e bobinha! Não sei ao certo o porquê, mas eu comecei a lembrar de algumas coisas legais que aconteceram comigo, sobretudo na presença dos meus amigos, alguns distantes, outros próximos, mas que de algum modo fazem falta a cada dia da minha vida. Por mais que digam o contrário, para mim amigos são insubstituíveis, a importância deles na nossa caminhada é ímpar. E, por estar assim saudosa, vou postar um texto que fiz há quase 2 anos...=O
Mas que reflete exatamente o que ainda sinto.



Vamos tentar consertar uma besteira que em geral as pessoas fazem...A gente não pode perder uma oportunidade de melhorar algo à nossa volta...A distância, o mal entendido, as palavras ditas na hora errada, não podem acabar com o que há de precioso na vida das pessoas:a verdadeira amizade. Os bons momentos, as alegrias, as tristezas, dores, decepções, quedas, as bagunças e festas não são apagadas assim. Nunca! Espero que seja a chance de reutilizar os esforços, não de recomeçar...Porque o recomeço demanda o esquecimento de coisas boas e coisas boas é que mais temos para lembrar...Estaremos sempre próximos...porque a amizade ainda é grande....o amor também!


Saudades dos meus amigos!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Algo sobre estrelas


A importância que as estrelas têm na literatura, na minha opinião, é algo sublime.

Google Imagens


Digo isso pois elas se tornaram sinônimos de dois grandes sentimentos, talvez os mais importantes: AMOR e AMIZADE. Esses singelos pontinhos brilhantes, que transmitem beleza e encanto, simbolizaram maravilhosamente o nosso estado de espírito diante do encontro com tais sensações. Vários autores as usaram como objeto de comparacão com o ser amado ou com o amigo.



"As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. Para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, eram ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu porém, terás estrelas como ninguém... Quero dizer: quando olhares o céu de noite, (porque habitarei uma delas e estarei rindo), então será como se todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem sorrir! Assim, tu te sentirás contente por me teres conhecido. Tu serás sempre meu amigo (basta olhar para o céu e estarei lá). Terás vontade de rir comigo. E abrirá, às vezes, a janela à toa, por gosto... e teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu. Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!" (Saint - Exupéry)



Exupéry cita as estrelas como veículo de aproximação entre dois amigos, pois elas fazem com que um se lembre do outro, apesar da distância que os separa.




Um poema, que apenas pelo nome já nos chama atenção, foi motivo de meus devaneios durante muito tempo...Já decorei esse trecho de A Via Láctea do parnasiano Olavo Bilac ( e ainda disseram que o que importava na produção literária dos parnasianos era apenas a forma perfeita...). Para mim, uma das mais perfeitas descrições de como é estar apaixonado.






"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo

Perdeste o senso"! E eu vos direi, no entanto,

Que, para ouvi-las, muita vez desperto

E abro as janelas, pálido de espanto...



E conversamos toda a noite, enquanto

A via láctea, como um pálio aberto,

Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,

Inda as procuro pelo céu deserto.



Direis agora! "Tresloucado amigo!

Que conversas com elas? Que sentido

Tem o que dizem, quando estão contigo?



"E eu vos direi: "Amai para entendê-las:

Pois só quem ama pode ter ouvido

Capaz de ouvir e de entender estrelas".





Posso dizer que é exatamente assim que me sinto neste momento: rindo e conversando com estrelas...



sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

"Ôooooouuuou gente estúpida..."

(Esse post deveria ter sido postado ontem, mas por motivos de falta de luz, foi impossível)

Começo dizendo que o dia estava abafado e que, hora ou outra, iria chover. Uma chuvinha, sabe? Para refrescar os nossos miolos. Mas, pela cor das nuvens, com certeza não seria uma chuva qualquer. Chuvinha??? Caiu um pé d'água capaz de, em menos de 30 minutos, derrubar algumas árvores, interrompendo os dois principais caminhos para que eu chegasse em casa. Foi um transtorno enorme. Mas, não era sobre os efeitos climáticos que eu queria falar, e sim, sobre os efeitos que certas situações causam em algumas pessoas.

A iminência da chuva exaltou os ânimos de quem estava esperando para chegar em casa. A fila do ônibus estava imensa. Todos estavam impacientes, inclusive eu. Nós todos sabíamos que pelos tons que o céu tinha, a chuva que viria causaria danos e, obviamente, o atraso seria mais que plausível. Seria certo.

Contudo, o que me deixou PUTA da vida, foi a má-educação de algumas pessoas na espera pelo ônibus. Fila, na minha concepção e creio que na maioria das pessoas sensatas, não é a melhor coisa do mundo, mas deve ser respeitada.

Por favor, agora avisem ao casal que deliberadamente entrou na minha frente e de outras pessoas, que isso é ERRADO e denota uma falta de RESPEITO imensa, pois acho que eles não sabiam disso.

E, para piorar, ainda queriam arranjar confusão com uma outra família (que também foi passada para trás, literalmente, nessa história de furar fila). Começaram os empurrões, os xingamentos, uma coisa horrorosa, uma situação completamente desconfortável e deselegante. Até que o fiscal do ônibus resolveu intervir, enquanto o pessoal do lado de fora se divertia vendo o "circo pegar fogo". Enfim, o fiscal pediu para que a família que estava certa em contestar saísse e fosse para o outro ônibus. Desta maneira, o casal que estava todo errado não sentiu, nem por um segundo, que o que fizeram era de extremo mau gosto.

Durante o congestionamento causado pela chuva, um dos componentes dessa dupla, simplesmente jogou pela janela uma garrafinha d'água e uma lata de batata estilo Pringles. Sem remorso algum. Eu senti um ódio imenso. Jogar lixo na rua é horroroso. E, para completar a sequência de atitudes condenáveis, esse mesmo homem começou a fumar dentro do ônibus, ou melhor, fumava com a cabeça para fora, fazendo com que o vento trouxesse aquela fumaça de cigarro barato para dentro do ônibus que já estava terrivelmente abafado.


Resumindo, educação é algo que você tem por completo ou não tem. A prova disso foram as ações tomadas por esse casal, com uma certa idade e suposta maturidade, durante as 2 horas em que fiquei no ônibus.

Escrevi esse monte de coisas porque fiquei muito indignada com tudo isso, já que tenho um mínimo de senso e consegui perceber essas atitudes que, para muitos, passariam despercebidas. Então, nasce o erro juntamente com a completa falta de educação, por olhar para certas situações e achá-las normais, ou pior, achar graça delas.