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sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Feliz 2015





"Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre."

(Drummond)

A felicidade verdadeira não se mostra sorrindo, pois sua profundidade não cabe no escancarar de dentes. 
Ela vai além: transcende a paisagem, a companhia, a fotografia.

Felicidade de verdade só tem dentro de si aquele que vive intensamente a própria vida.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012


Even if the road seems really hard to pass by, it always leads to this:
Us

The charming man and the girl with the thorn at her side
Endless love till the end of time

Although storms insist on falling
May sunny days wash it all away
Our bond is strong, our love is true


(it’s just “I love you” I’m trying to say)

sábado, 3 de setembro de 2011


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Amor livre

VIVA O AMOR LIVRE!

Quando eu falo livre quero dizer no sentido mais amplo possível: livre não só de preconceitos, mas de convenções, de comodismo, de amarras, de possessividade, de desrespeito, livre de tudo aquilo que estraga e destroi a beleza do amor. Porque o amor é lindo, minha gente. E é muito triste que poucos sejam capazes de enxergar além do que se vê.

Nós somos humanos. Aposto que a dor que eu sinto ao ser magoada por um cara doi tanto ou mais naquela mulher que foi abandonada pela parceira. Ou pelo cara que se apaixonou por outro e não é correspondido. O que pulsa em mim, o que corre em minhas veias, o que faz meu coração bater se assemelha muito e se distingue completamente de todos os outros. Porque ninguém ama igual e isso sequer importa. A questão é que todo mundo ama.

Então, um viva ao amor livre. Ao amor que não prende, que não sufoca, que não escraviza. Um brinde ao amor que acalenta. 

Um brinde ao amor que liberta.
(Porque escrever nem é questão de criatividade. É questão de sensibilidade.)








domingo, 19 de junho de 2011

"Ah, e dizer que isto vai acabar, que por si mesmo não pode durar. Não, ela não está se referindo ao fogo, refere-se ao que sente."
(Clarice Lispector)

É tão pouco. Foi isso que ela dissera e que eu ouvi, atenta e pacientemente. Amigos são bons pra essas coisas. Eles não querem saber se você está caminhando nas nuvens ou se, aparentemente, você está feliz. Eles te trazem de volta ao mundo real, quando você corre o sério risco de passar da fase estou-feliz-pra-caralho-acho-que-vou-morrer-de-tanta-alegria para a estou-desesperadamente-infeliz-quero-me-jogar-dessa-janela. Amigos são assim.

Então a amiga disse coisas duríssimas de se ouvir. Coisas daquelas que saem da boca e entram na gente como se fossem um soco no estômago, as tais doses puras de realidade. Ouvi, chorei. Pensei. Fiquei em silêncio. O que há pra se falar quando você está ouvindo supostas verdades? Não há como refutar, nem argumentar, nem coisa alguma.  'Olha, sempre faça o que te faz bem. Não deixe que te firam, não se fira. É tão pouco, minha amiga.'

Ok. Pausa pra respirar. É tão pouco. É tão pouco...Essas três palavras ficaram dando voltas na minha cabeça e eu esperava respostas e definições, mas a única coisa que me ocorreu foi uma pergunta, essa: é tão pouco? 

Se é tão pouco, por que esse brilho nos meus olhos? Nunca vi  e nunca viram nada parecido. Falam por aí que estou, inclusive, mais bonita. E a mais surpreendente de todas as observações, feita por um amigo próximo: nunca te vi tão feliz nessa vida. Talvez seja loucura, talvez eu devesse analisar com cautela as palavras da minha amiga. Só eu sei o que eu sinto. E sei que não é pouco, quanto a isso não me iludo. Não pode ser e não é pouco. 
Porque pra mim esse amor é tudo.


Eu não me sinto mais sozinha. A propósito, estou-feliz-pra-caralho-acho-que-vou-morrer-de-tanta-alegria.

domingo, 12 de junho de 2011

Eu te amo

"Se entornaste a nossa sorte pelo chão/Se na bagunça do teu coração/Meu sangue errou de veia e se perdeu..."
(Chico Buarque)

Concordo com Caio Fernando quando ele escreve em uma de suas cartas que Chico é bom pra essas coisas. Sentimentos, ressentimentos. De certo modo o invejo e admiro, porque  apesar do muito que sinto, mal consigo expor com palavras o que pulsa no meu coração, o que lateja no meu peito sempre que você não está. Fiquei alguns minutos encarando a tela branca, na esperança de que surgisse alguma frase de efeito, uma rima completa, uma poesia inédita que representasse o meu estado de espírito. Eu ouvia falar sobre isso, pensava, errônea e estranhamente, tê-lo sentido em algum momento. Mas tudo é tão novo, tão insuspeitado, tão diferente...O que eu sinto vai além. É bem maior (e melhor)do que isso que chamam de amor.

Faz frio, junho, dia dos namorados. Deixei a janela aberta, com a esperança de que o vento levasse até você alguns dos meus pensamentos mais ternos. Então, ele, atento aos meus anseios e solidário com a minha quase tristeza,  me presenteia com o seu cheiro. Eis que meu coração taquicárdico mostra que só há equilíbrio se você está. Não há nada que habite com mais frequência os meus pensamentos. Não há nada mais importante. Eu quero essa leveza que apenas você me traz. Os meus dias de sol,  os meus sopros de inspiração, tudo o que há de melhor em mim, eu devo a você. Só você me completa. Só você me satisfaz.

Na falta de algo mais apropriado e menos clichê, digo que te amo com urgência, ansiando, a cada dia, que se acabem todas as ausências e que nossas carências sejam preenchidas. 

Porque sem você eu apenas sobrevivo.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Metade


Já nem consigo mais distinguir onde eu termino e você começa. Porque a minha mão na sua é uma coisa só. Quando estou com você, esqueço a minha identidade; nome, signo, história e lembranças perdem o sentido de tal forma que eu realmente sinto como se tivesse nascido no segundo em que te encontrei. E, de quebra, passei a conhecer aquilo que chamam felicidade.Eu não sou eu sem você. Acabo me perdendo nos meus passos, tropeço, titubeio, fico sem rumo. Você é o meu norte. É, sem sombra de dúvidas, a coisa mais certa que eu poderia fazer. Com você, eu tenho muito mais do que apenas sorte.

Porque o seu abraço não é só um abraço, é abrigo.
Porque o seu beijo não é apenas um beijo, é alívio.
O seu sorriso e seu olhar, meu bem, valem arte.
Sem você por perto não sobra nada além de um enorme vazio.


(A verdade é que você é a minha melhor parte).


sábado, 4 de junho de 2011

Brilho Eterno

Eternal Sunshine. As paredes estão caindo, a água está  tomando todos os espaços, não há como fugir, não há como correr. Você sabe que vai acabar a qualquer momento, então você aproveita. Aproveita enquanto ainda é possível respirar, enquanto é possível sorrir, enquanto você ainda sente. Até ficar sem fôlego.

O problema é que estou me afogando. Eu, que nem nadar sei, resolvi me arriscar nesse mar impossível de ser navegado e eu, logo eu, me permiti ser tragada. Só que eu não posso, não quero e não preciso ser salva. Não sei se é possível alguma compreensão. Nem eu compreendo, tudo passa pela mente quando o fim é próximo, talvez certo. Por que dói, então? It's sink or swim, like it's always been.

E eu continuo te amando.



'   "Wish me Happy Valentine's Day when you call. That would be...nice!"

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Simplicidade em gostar

Tem algo a ver com o seu cheiro que insiste em ficar grudado no meu olfato. É assim:  lavo pratos, passo shampoo no cabelo, tiro o pó dos móveis, olho pro relógio e seus ponteiros.  Coisas desconexas, coisas desprovidas de sentido, qualquer coisa. Todas as coisas. Tudo me lembra você de um modo quase doentio, como se eu precisasse com uma urgência louca da sua presença. O seu cheiro. Que me pega de surpresa quando eu faço o meu chá ou leio meu livro. Seu cheiro invade a minha casa e me deixa com o coração taquicárdico, dá vontade de te encontrar e de falar todas aquelas coisas que a gente só fala quando ensaia um diálogo, sozinho no banheiro, trancado no quarto ou olhando pro espelho. A saudade é um combustível e tanto para a minha inspiração. A falta que você me faz me obriga a preencher os vazios, a  criar mecanismos para desvencilhar  da solidão. Eu ensaio as frases mais perfeitas para te falar e quando estou ali, cara a cara, eu simplesmente perco a capacidade de me expressar porque, juro, me basta simplesmente te olhar.O mundo para quando você sorri. É como se a minha felicidade tivesse a medida do seu sorriso. Felicidade...é o que eu sinto quer você perto, quer longe. Você é tudo o que eu preciso.

"E gosto das tuas histórias. E gosto da tua pessoa. Dá um certo trabalho decodificar todas as emoções contraditórias, confusas, somá-las, diminuí-las e tirar essa síntese numa palavra só, esta: gosto." (Caio Fernando Abreu)

Eu gosto de você.

Eu te quero

"I can't say anymore than 'I love you'
Everything else is a waste of breath..."
(Elvis Costello)

 
Eu sinto a sua falta. Eu te quero bem aqui. Perto dos meus lábios, das minhas mãos, no meu abraço.
Quero ficar ouvindo a sua voz, quero os meus dedos dançando com os seus, quero olhar bem dentro dos seus olhos e depois sorrir em agradecimento pelo simples fato de você existir. A minha vida passou a ser incrivelmente maravilhosa depois que você passou a  fazer parte dela. Você já faz parte de mim. Cá estou, faltando um pedaço. Eu preciso de você pra existir.
Amar deve ser algo como estar na presença da pessoa amada e, ainda assim, sentir sua falta. Amar deve ser algo tão etéreo que faz você sentir a outra pessoa mesmo na distância. Amar deve ser uma espécie de tempestade que persiste na solidão, mas cessa imediatamente quando a outra pessoa está.

"O amor tirou de mim tudo o que era falta". Eu te quero e a única falta que ainda me aflige é você.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Tenderness


Forgive me for the words that escape from my mouth
They don't even mean one shred of what I feel
Words explain things from a distant perspective
These feelings I keep inside of me
Let me tell you something:
They're for real.

It doesn't matter if we're far away
Not even if I can't spend so much time beside you
My thoughts and needs are right there, where you are
I guess you feel the same way too

So close your eyes and sing to me
Your voice is my sweetest lullaby
I love your stories, your secrets, your life
You amaze me, you make me smile.


With you, love, I feel alive.
(I know you know you're mine)


"I didn't know I was looking for love until I found you..."

sábado, 14 de maio de 2011

Entre-olhares


I've just stared 
I spend most of my time lost in your eyes
Then you told me, kinda scared, kinda surprised
"It's about the way you look at me
The way your eyes seem so close to mine
I can't explain any better than this
Your look, it disarms
And I do feel fine."



Me olhas com tal profundidade como se quisesses me gravar na memória, como se não quisesses me perder de vista, relembras os detalhes, sabes a dimensão da minha retina. Não, não foges o olhar. Encaras, em encarando, desarmas.
Me tocas como se quisesses me decorar; tateias, arranhas, me marcas como se quisesses estampar que sou tua. Tua. Dizes que me queres, do jeito que for, como for. Sabes exatamente a palavra certa para encantar. Retens meus pensamentos sem prévia anuência. Adivinhas, indagas, questionas e me tens na palma da tua mão. Estou presa em teus dedos, emaranhada nas tuas carências. É impossível resistir, impossível dizer não.
E de tão íntimo que estás, já pareces conhecer meus mais profundos segredos. E me fitas, me enleias, me prendes no teu abraço, não vais me soltar.
(Imploro, baixinho, entre murmúrios e suspiros: por favor, não deixes isto acabar). 


So please, please, please, let me, let me, let me, let me get what I want this time.

Ela disse adeus

"Lágrimas por ninguém/só porque é triste o fim/ Outro amor se acabou"
(Herbert Vianna)

Adeus. Ponto final. Que se acabem os abraços partidos, as falsas ilusões, as construções míticas sobre inconsistências. Os sinais se evidenciam conforme o tempo passa, sim, o tempo passa. Que eu não me lamente por ter perdido o meu tempo nadando contra a corrente. Que eu me extasie por ter chegado no porto, por não ter naufragado. Sim, o barco às vezes está furado e não há mais sentido em remar.

Adeus. Um sinal. Porque o fim não é nada além de um outro começo. Amar é arriscar. Falhar. E, novamente, tentar.


(Amar é você estar se afogando e, ainda assim, insistir em nadar).



"Ela disse adeus.
(Now the deed is done)
(As you blink she is gone)
(Let her get on with life)
(Let her have some fun)."

domingo, 10 de abril de 2011

Chegadas e Partidas

I- A Chegada

"Por favor, não vá ainda
Espera anoitecer
A noite é linda
Me espera adormecer
Não vá ainda
Não, não vá ainda..."
(Zélia Duncan)

Eu só quero o seu abraço. Prometo que não peço mais nada além disso. Não coloca os sapatos, por favor, não fecha a porta me deixando trancada aqui dentro. Do quarto, no escuro, presa dentro de mim. Não quero ficar só. Não quero ficar sem calor, sem abraço, sem você por perto. Talvez seja pedir demais, mas fica aqui comigo, sem intenções, sem conversas, sem assunto. Talvez a gente tenha muito pouco pra falar agora, mas dispenso as palavras. Nem me importo se você pegar no sono primeiro, nem se você dormir com a roupa que chegou. Não me importa nada a não ser que você fique. Fecha os olhos, finge que eu não estou aqui. Finge que é um sonho. Que seja um sonho. Que a gente faça do real algo onírico. Que seja o mais distante  possível. Podemos fazer isso nos sonhos não é? Então me abraça e sonha comigo. 


II- A Partida

" Amar é ter um pássaro pousado no dedo
Quem tem um pássaro pousado no dedo sabe que, a qualquer momento, ele pode voar"
(Rubem Alves)

Que eu me doo por inteiro toda vez que lembro da sua partida. Foi a última vez que eu te vi. Não foi uma decisão minha, mas eu tinha que ser menos covarde e, bem lá no fundo, eu sabia que você iria. Sabia não. Eu sentia. A gente sente quando as coisas não vão bem. Sei lá porque a gente resiste, achando que é herói, que vai conseguir salvar o que resta no final. Mas no nosso final você foi embora. E eu entendo, de verdade, eu entendo. Sem ultimatos, sem sacrifício, sem arrependimentos. Mas essa imagem é muito recorrente. Refaço aquela cena  mil vezes. É meu jeito de me conformar, por isso imagino como seria se. Se eu tivesse corrido atrás do trem, se eu tivesse te puxado pelo braço, se eu tivesse olhado pra trás. A gente sempre espera essas ações cinematográficas, quem sabe uma possível reconciliação, Casablanca. Você abandona as malas e a passagem pra decidir passar a vida comigo. Eu sei o peso da realidade.

Eu nem olhei pra trás...Será que você olhou? Será que você pensou em mim pelo menos por um segundo? Será que relembrou dos nossos momentos? Será que você chorou?

Nunca vou saber, isso eu sei.

Só sei que a falta que você me faz é constante. Como uma cicatriz, a gente estranha no começo, mas depois se acostuma. Estou acostumado a sentir falta. Porque há um vazio aqui que jamais será preenchido. E eu sei o quanto dura esse jamais. Tento seguir a minha vida, fazendo as coisas que eu mais gosto, mas tudo, tudo mesmo me leva a você. Tenho ficado bem na maioria das vezes. Mas  dia desses recebi uma conta sua aqui em casa e desabei. Você não está mais aqui.

Eu só queria que você soubesse.
Sinto falta de tudo o que você pode imaginar. Sinto falta da sua voz no telefone, do seu cheiro, dos seus olhos. Sinto falta de  como os domingos eram infinitamente belos se você estava. Sinto falta de você dançando na cozinha. Sinto falta dos jornais que você tirava da ordem.  E li no jornal um trecho de Trevisan: "Acaso é saudade, Senhora? Às suas violetas, na janela, não lhes poupei água e elas murcham". Ironia ou não, sinto falta das suas violetas.

Sinto falta de você. Sinto falta do pedaço de mim que você levou embora. Sinto falta dos nossos laços. Sinto falta de nós.

 

" E o meu coração embora/ Finja fazer mil viagens/ Fica batendo, parado, naquela estação..."
(Adriana Calcanhotto)




segunda-feira, 21 de março de 2011

Réplica


Ok, você venceu. Acabei ficando por aqui mesmo, nesse apartamento, portas e janelas fechadas, sem saber direito como reagir, sem saber como pensar, no que pensar. Você não me deu possibilidades. Você simplesmente impôs seu ultimato, seja o que Deus quiser, mas isso, isso eu não quero. Resisto, hesito, tento modificar esse roteiro que você escreveu pra nós dois, você como escritor sabia muito bem que o nosso enredo não teria final feliz. Eu sei disso. E não quero que você apague o que já foi feito. Como eu bem disse, já foi feito. Impossível passar por cima disso como se nós dois fôssemos desprovidos de sentimentos. Porque eu sinto muito ainda. Sinto por conta da parcela de culpa que tive para chegarmos onde estamos. Sinto também, muito, além da dor, você. De todas as maneiras mais impensadas. Penso nas coisas que nós não fizemos juntos, penso nas músicas que fiquei com vergonha de te enviar, dos textos que não lhe remeti. Penso nas nossas viagens adiadas e nos telefonemas que eu, propositadamente, recusava. Eu precisava de espaço. Você sabe como eu sou. Queria estar com alguém que me deixasse a vontade quando eu quisesse estar só comigo. E eu tenho a maior dificuldade de expressar isso,  antes me armo, me encho de espinhos, construo barreiras, e, facilmente, me afasto, me mudo para o lugar seguro do não-comprometimento, fico indiferente. E estar indiferente numa relação como a nossa é sinal de perigo.
Solidão compartilhada mata, é o que dizem. Cá estamos, vivos, mas muito feridos.  Sinto saudade, agora que o que tínhamos findou, agora que eu tento explicar o que aconteceu, agora que eu tento me perdoar por ter sido tão covarde e egoísta. "Só agora?",você me indaga. Agora. Que perdi você, que caí na real, que percebi a minha burrada. Agora, na minha solidão, sinto a sua falta.

Vou te confessar uma coisa: eu tenho medo. Medo de amar, medo de me entregar, medo de estar num relacionamento, compartilhando minha rotina, meus hábitos, minhas manias e minha intimidade com um outro alguém. Não é estranho uma pessoa que era meramente desconhecida  passar a ser tudo na sua vida? Assim, repentinamente?
Estou divagando, eu sei. O fato é que você não me era estranho. Pelo contrário, eu via muito de mim em você, me identifiquei de primeira, assim que você puxou papo no ônibus. Claro que a última edição de "Os Dragões não conhecem o paraíso" foi fundamental para que eu me encantasse. Eu me apaixonei por você. Pelo seu jeito engraçado de falar sobre cultura, como se só você soubesse daquilo. Pelo jeito que você abraça o travesseiro enquanto dorme. Por encher aquela xícara de café e deixá-la em cima dos móveis, de propósito, porque você sabe que eu tenho vontade de te matar quando faz isso. Coisas cotidianas, sabe? Agora olho pra minha mesa e lá está ela, a tal mancha que não consegui limpar.

Apesar de tudo, apesar de todos os apesares que surgiram nessa nossa história, com todos os dramas, e gritos, e lágrimas, até a lágrima final, te garanto, essa mancha vai continuar aqui dentro. Talvez não por muito tempo, talvez pelo tempo suficiente, até que eu compreenda tudo, até que eu chore tudo o que tenha que chorar e tenha forças para seguir em frente. Porque essa mancha é difícil demais de tirar. Não se surpreenda com essas palavras que saem da minha boca agora, depois de tantas babaquices que eu te disse. Elas são as mais honestas que posso te oferecer. Eu tenho a tendência de tentar consertar tudo, mesmo sabendo que o remendo nem de longe se compara à estrutura original. Mas eu tento. Por mim, por você. E, acima de tudo, pelo bom que havia entre a gente. Então, eu sigo, com um bocado de lembranças e com a esperança de que você releve as minhas loucuras, meus receios, e aquelas palavras não-ditas. Não é porque eu não as disse, você sabe...que eu não as sinta. Pra sempre sinto. Então sigo, outra vez.  Sozinha, como sempre. Mas, agora, sem você.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A resposta certa

E se alguém lhe disser "eu te amo", 
palavras deveras ansiadas,
Peço, do fundo de minha alma,
que a resposta que dos lábios lhe saltar
não seja um mero "eu sei". 
É vago, pouco claro, é insípido.
O amor é muito mais do que isso.
O amor é verdade, é perder para se encontrar
É profundo demais para ser sabido.
Que a sua resposta seja, portanto:
" eu sinto".

domingo, 30 de janeiro de 2011

Intimidade

É com uma das mãos, de leve, afastar o cabelo dos olhos, deixando-a deslizar suavemente pela pele, pelo rosto.
É beijar com os olhos bem fechados, e quando o beijo para, olhar nos olhos com um grande sorriso.
É dormir no abraço do outro, aconchegando-se no peito, encostando a cabeça no pescoço.

É sentir o gosto dele na boca quando ele não está.
É diferenciar o seu cheiro de qualquer outro.

É brigar feio numa noite e ficar de um lado para o outro na cama, sem dormir, por não conseguir imaginar a vida sem ele.
É ceder de vez em quando porque fazer as pazes depois de uma briga é uma das melhores sensações já vividas.
É adivinhar o que ele pensa. É olhar nos olhos dele e sentir que você realmente tem muita sorte.
É conviver pacientemente com os seus defeitos. É admirar mais do que qualquer um suas virtudes.
É morrer de ciúmes quando ele fala de alguém só pra te irritar. É saber que ele sabe como isso realmente te irrita e que o faz só para provocar.

É saber que o tempo corre quando se está junto.
É sentir saudade quando ele se ausenta por dois segundos.
É fechar os olhos e não ver nada além dele: o homem mais lindo desse mundo.

Intimidade é, em estando juntos, ambos se tornarem um.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Elegia


Desvarios perpassam esta mente inquieta
Maré revolta quando surge a tempestade
Ora espero a bonança tão tardia
Ora devaneio sobre a infeliz realidade

De sentimentos pretéritos  jaz apenas o vazio
Ínfimo companheiro das noites de solidão
A repousar em meio leito agora frio
Disseco a fria carne do que chamam ilusão

Chores sob o mármore, desfila teu aparente luto
Neste chão não há estrelas, quiçá beleza
Sob os olhos do luar, não te emudeças
Que se transforme em lágrimas tua falsa tristeza

Abençoados os amantes que não tiveram desenganos
Cultivo flores , escrevo um epitáfio, restauro o altar
Para ti, Amor, que me causaste tamanho dano
E, com tanta frieza, foste capaz de me matar.


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O melhor lugar do mundo

Google Imagens

Poderia ser o meu quarto, meu refúgio, meu templo sagrado. Poderia ser o calor debaixo do edredom num dia bem frio. Poderia ser a casa da avó, com aquele cheiro impossível de descrever de tão bom. Poderia ser um imenso campo de girassóis. Poderia ser aquela avenida com vista privilegiada para o Pantanal. Poderia ser aqui no Rio, Cristo de braços abertos, um cartão postal.
Poderia ser Paris, cidade do romance e de uma beleza clássica, remetendo tanto a Audrey Hepburn e sua leveza e graça. Torre Eiffel, Champs-Élysées, Louvre. Poderia ser alguma casa de veraneio na Toscana, poderia ser alguma ruína em Atenas, poderia ser uma daquelas casinhas brancas de Santorini, na Grécia. Poderia, inclusive, ser uma livraria. Até um supermercado abastecido de gostosuras, eu diria. Poderia ser uma galeria de arte com pinturas impressionistas. E, quem sabe, uma praia habitada por tartarugas-marinhas.
Poderia ser debaixo de uma água bem gelada quando está calor. Poderia ser o sofá de casa quando o cansaço toma conta e dormimos sem desligar a TV. É, poderia ser. Aqui, acolá, por ali, além -mar.


Mas o melhor lugar do mundo, digo, o melhor lugar do mundo, só é  melhor se você está.


quarta-feira, 10 de novembro de 2010

En-canto

Eu te olho com olhar desacostumado
Daquele que surpreende ao primeiro contato
E com você eu sinto a leveza do novo
O encantamento é inusitado

Você sequer sabe dessas sensações
Se sabe, não deixa claro
O óbvio não faz parte de você
Não há nada a ser esperado

Eu não sei descrever o que eu sinto
Um amor inexato, indefinido?
Algo ideal e certamente muito bonito
Assim como você, digno de suspiros.