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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Tentativa


Menos um cigarro na boca, menos fumaça embaçando a visão. Dissipo com as mãos o que há de turvo e nebuloso na minha vida, me desprendendo de armadilhas, aprendendo a dizer não. 

Não à insegurança, não à tristeza, não à amargura, não à hipocrisia.
Não à mentira , não à ilusão, não à monotonia.
Não a tudo aquilo que estagna. Não ao medo que paralisa.

Que permaneçam vivas a coragem, a vontade, a mudança, a liberdade. 
Que as palavras andem sempre de mãos dadas comigo, rendendo um romance chamado poesia. 

Pelas novas chances, então: um brinde à tentativa.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Carta para alguém de dentro




Foi por fechar os olhos. Por não ter temido arriscar, mergulhar, naufragar. Morrer. É preciso morrer muito durante a vida. É preciso cair inúmeras vezes, rastejar, ralar os joelhos, levantar. Seguir. Foi por fechar os olhos. Foi por não temer, não voltar atrás, foi por querer, eu sei. E a vontade também mata. Foi por fechar os olhos. Foi por esperar, ansiar, arriscar. Perdendo sono, perdendo os nervos, perdendo a sanidade. Sim, foi por fechar os olhos. Foi por achar que as melhores coisas vividas, para serem melhor sentidas, não precisam ser vistas. Foi porque eu acreditei que era verdade.

Foi por fechar os olhos e esperar por alguém que curasse a ferida. Foi por parar no caminho. E só foi por fechar os olhos que ainda não encontrei a porta de saída.

terça-feira, 17 de julho de 2012


Sempre dei muito sentido a tudo que me rodeava: uma flor esquecida na janela, um abraço, um sorriso, momentos de alegria e de raiva, uma canção, um amor, uma palavra. Sempre mergulhei intensamente no que eu pensava e sentia e apesar da "pouca idade", vivi muita coisa seguindo essa filosofia.
Algumas cores, antes vivas, desbotaram. Algumas delas, antes cinzas (cor e pó), passaram a ter graça. E o sentido de tudo isso foi o tempo. Porque o tempo, não se engane, ele passa.
O tempo muda a mundo lá fora mas muda a gente por dentro. O tempo marca e apaga. O tempo machuca e repara. O tempo refaz. O tempo faz entender que o momento de ser feliz é agora. Nunca é cedo. Nem tarde demais.

sábado, 4 de junho de 2011

Brilho Eterno

Eternal Sunshine. As paredes estão caindo, a água está  tomando todos os espaços, não há como fugir, não há como correr. Você sabe que vai acabar a qualquer momento, então você aproveita. Aproveita enquanto ainda é possível respirar, enquanto é possível sorrir, enquanto você ainda sente. Até ficar sem fôlego.

O problema é que estou me afogando. Eu, que nem nadar sei, resolvi me arriscar nesse mar impossível de ser navegado e eu, logo eu, me permiti ser tragada. Só que eu não posso, não quero e não preciso ser salva. Não sei se é possível alguma compreensão. Nem eu compreendo, tudo passa pela mente quando o fim é próximo, talvez certo. Por que dói, então? It's sink or swim, like it's always been.

E eu continuo te amando.



'   "Wish me Happy Valentine's Day when you call. That would be...nice!"

domingo, 14 de novembro de 2010

Do espelho


Eu não te reconheceria. Aqueles olhos penosos, desconfiados e uma boca que ensaiava um sorriso sem mostrar os dentes, um sorriso contido, uma dispersão aparente. Uma inocência que estava no limite do amadurecimento. Era notória a sua diferença. Era notório que você tinha marcas que estavam estampadas no seu rosto infantil, no seu pequeno corpo, na sua velha alma. Ingênua, tímida, com um ar de tristeza constante.
Eu não te reconheceria. E, à época, certas canções te prendiam, te fixavam e, posteriormente, se tornariam trilha da sua vida. Sempre solitária, sempre quieta, sempre fechada.
Eu não te reconheceria, nem naquelas fotografias, foram tantas mudanças, jamais imaginaria que, de alguma forma, você conseguiria.
Eu não te reconheceria. Se consegui foi por identificação imediata com aquele olhar. Eu me olho no espelho e percebo: algumas coisas nunca mudam, por mais diferentes que por agora pareçam. Posso ter segurança, melhorado minha aparência, crescido de todas as maneiras possíveis, pois de 6 para 20 anos há distorções. O reflexo diverge, mas algo permanece intacto. A incompletude e a solidão ainda me assombram.
Se eu pudesse dizer algo àquela menina que tinha medo de sorrir e de falar, diria que eu estou indo bem, que ela não precisava ter tantas cicatrizes para olhar hoje em dia, porque o tempo trata, a seu modo, de resolver tudo que parece insolucionável. E as piores coisas que te aconteceram durante a sua infância, coisas das quais você se lembra com clareza e que ainda te doem por dentro de uma forma insuportável...Tudo isso te transformou no melhor que você podia ser.
E aquela canção que você ouvia sem muito compreender, ela é verdade, é o mantra da sua vida desde sempre: “ Tudo passa, tudo passará..."

Mas, honestamente, você não precisava se doer tanto.

sábado, 23 de outubro de 2010

Da Renovação - II

Para você que, de algum modo, conseguiu surpreender a todos com mudanças (in) esperadas, e se pegou surpreso consigo mesmo por ter, de fato, chegado onde queria, mesmo não sabendo exatamente o que isso significa.
Para você que saiu do conforto dos lençóis e travesseiros e resolveu desbravar as madrugadas, todas as suas luzes, mistérios e segredos.
Para você que se permitiu ficar horas e horas a fio conversando com pessoas surpreendentes, aprendendo tantas coisas novas e obtendo novas perspectivas.
Para você que se cansou da mesmice e da rotina e resolveu mudar por completo a sua vida.
Para você que terminou aquele relacionamento que, embora seguro, não mais satisfazia.
Para você que se emaranhou em teias e jamais pensou que conseguiria se desprender um dia.
Para você que mergulhou de cabeça em situações sem saber no que daria.
Para você que teve a coragem de assumir riscos e que suportou os possíveis danos.
Para você que devorou muitos livros e que aprendeu muito com cada página escrita.
Para você que lutou pelos seus sonhos com determinação, mas sempre com os dois pés firmes no chão.
Para você que está reaprendendo a amar e sente como isso pode ter grande valor.
Para você que está encantado com os rumos que a vida tomou.
Para você que se pegou sorrindo um sorriso bobo e pensou algo assim como: " Lá vem a vida me surpreender de novo!"


And then again, life amazes me.






Da Renovação - I

Eu estou me saindo bem. Não tenho dormido tanto quanto antes, pelo contrário, tenho estado mais acordada do que nunca. Tenho feito as minhas unhas, vermelho, como você bem sabe, tenho cuidado do meu cabelo, engordei um pouco, mas nada do que a minha volta à rotina de corridas pelas manhãs não resolva. Estou fazendo as pazes comigo. Ontem, deitei na minha cama, olhei para o teto, depois para as cortinas que fechavam a janela e impediam a claridade de entrar...Ontem eu me dei conta de que não estou me sentindo mais vazia. Pelo contrário. Tenho me sentido mais viva a cada segundo. E olha que nos últimos tempos eu estava pouco confortável na minha própria pele. Eu não estava aguentando, sabe? Quem diz que todos tem força pra aguentar o tranco pode até ter razão, mas tem certos momentos em que a gente é fraco, pessimista, egoísta demais. Pensei em me tacar pela janela. Pode rir, mas estou falando sério. Fiquei deitada, ouvindo aquela música do Renato, "estou cansado de ser vilipendiado, incompreendido e descartado", é, isso mesmo, do último disco...Clarisse, lembrei agora o nome dela. Nada mais fazia sentido, entende? E eu sei que você vai dizer que além de eu ter sido pega num momento de fraqueza, eu não teria coragem de ir adiante. Eu concordo. Mas daquela vez, naquela única vez, o pensamento foi lúcido demais. Como se fosse uma outra pessoa me convencendo a ir adiante. E eu quase fui. Engraçado como a possibilidade me parece aterrorizante agora. Naquela tarde ela era atraente.

Aí me surpreendi com um bombardeio de ideias positivas, vindas da minha mãe, especialmente, me dizendo que eu precisava ter uma visão nova diante da vida. Fechei os olhos enquanto ela falava e me veio tanta coisa boa, tantas perspectivas onde só havia um buraco negro. Onde eu só enxergava cinza. E a visão começou a ficar menos embaçada e, estupidamente, tudo começou a mudar. Eu ainda rio quando falo disso, sou tão desacreditada que, ao me ouvir explanando tais palavras, acho graça. Porque é irônico, porque é divertido, porque eu estou me sentindo bem como há tempos não me sentia. E sei que isso foi tão merecido, tão suado, tive que me desconstruir para me edificar tantas vezes, que sinto orgulho dessa sensação. E você ri de mim novamente. Sim, eu estou me sentindo boba...
Fazer o quê, melhor do que ficar naquela constante amargura, não é?

Ok, chega desse papo todo, o que eu quero dizer é que eu não estou mais tão preocupada com o que deu errado...Na verdade, estou empenhada em fazer dar certo. Acho que atentei mais para aquele último trecho da música, deixando de lado toda a depressão tempestiva...Eu escolhi voar pelo caminho mais bonito.


domingo, 26 de setembro de 2010

Onirismo


"Só que os escritores são seres muito cruéis, estão sempre matando a vida à procura de histórias. Você me ama pelo que me mata. E se apunhalo é porque é para você, para você que escrevo — e não entende nada." (Caio Fernando Abreu)


Eu sonhei com você.  Um sonho perturbador, como um quadro de Dalí. Confusão, supresas, metáforas, olhares complacentes que nunca ocorreram em nossas vidas. Tudo era, com o perdão da redundância, muito onírico. Mesmo com o sol na casa seis, a perfeição ainda me incomoda. Prefiro o inacabado e os vazios. Forço a minha mente para lembrar dos detalhes. Sonhei que sonhava que eu tinha um sonho? Algo clariceano sob esse aspecto.
Você me explicava, mas as palavras me soavam como entrelinhas, quase  neologismos, mas eu as entendia. Eu refutava numa língua desconhecida e, sem sentido algum, tudo fazia sentido. Você segurava a minha mão, me olhava como se dissesse :"Vai ficar tudo bem, embora haja tanto desencontro...O melhor que você pode fazer é se perder para se encontrar, porque você ainda vai morrer muito nessa vida". Não sei se foi isso o que você quis dizer, assim eu entendi. 
Havia um mar imenso,  a noite repentinamente se transformara em dia, tons de vermelho e laranja, céu de baunilha, algumas dezenas de estrelas e a lua desaparecendo na linha tênue do horizonte onde a vida ( ou sonho) termina. Sentávamos nas pedras e a sua feição se modificava, como se usasse uma máscara que, a cada hora, era magicamente trocada. Nenhum dos rostos me era familiar e, ainda assim, eu te conhecia. O tom da voz mudava, o cheiro era outro e se confundia com a brisa marítima. Sorri quando você disse que aquele momento iria se eternizar, que mesmo nas perdas, nossos caminhos se encontravam. "Seja como for, você está comigo o tempo todo." O sonho era uma pintura mítica daquela música do Renato. Havia cavalos marinhos, solidão compartilhada, havia aquele aperto no peito e aquele frio por dentro do que chamam saudade. Não sei do quê, não sei porquê. Subitamente, você me abraçava, gritava palavras incompreensíveis que se perdiam vento a fora. Do alto das pedras, nas ondas, ora revoltas, ora passivas que molhavam a areia, você desaparecia. A lua, as estrelas, o horizonte eram tragados pelo mar agitado.E o próprio mar se esvaia. Nada resistia. No nada eu estava sozinha.

No universo de silêncios que me fazia companhia, ouvi uma voz que, do vazio, me dizia: " Levanta e caminha". E eu me perguntava, numa língua impossível de ser falada: 






Eu acordava.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010


É abril e chove. Tantas coisas aconteceram e hoje me dei conta de como o tempo passou. Seria bom ter um diário agora. São tantos pensamentos não - compartilhados, tantas ideias e dúvidas. É tanto.
Não sei até que ponto uma doença pode afetar a vida de outras pessoas, mas foi um marco na minha. Há a Carla de antes e depois da cirurgia. Ficar internada foi uma experiência de renovação, como se ao expurgarem de mim o que fazia mal, retirassem, além das dores, muitas incertezas.
Consegui me reaproximar do meu lado espiritual. Era o que faltava para me redefinir. Mudar.
A minha intenção ao escrever hoje foi inspirada numa saudade leve, bonita, mas doída de uma época que me remete a tardes ensolaradas assistindo meu seriado favorito e noites inteiras ouvindo "And everything stands so still when you dance/ Everything spins so fast/And the night's in a paper cup/When you want it to last..." Quando havia importância e não descaso. Mas, a gente se acostuma com certas perdas.
Ao mesmo tempo, sinto que esse é o meu momento. Um dia eu quis fazer uma tatuagem que retratasse meu maior anseio. Hoje, eu tenho algo maior e muito mais significativo. Cada vez que eu olhar para essa cicatriz vou lembrar que sou livre. E essa liberdade, por mais mórbido que pareça, eu só alcancei pelo medo de não viver. Essa segunda chance foi, de fato, um recomeço. Aqui estou. Viva. De novo. E eu agradeço.

P.S.: Esse texto foi escrito no dia 27/04/10, no verso do meu caderno, poucos dias após eu ter sofrido uma cirurgia muito difícil. Hoje, por acaso, 6 meses após a crise que me levaria à internação, acabei encontrando e resolvi postá-lo.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Da noite


Eu me lembro bem dessa sensação
Ao impulsionar o corpo pela janela
Projetando o rosto, fechando os olhos...
Respirar fundo e tragar a noite
Sentir falta das estrelas no céu
Mesmo com a cidade estando toda acesa
Horas a fio, a observar o silêncio
Compartilhando a alegria e a tristeza.

Certos vícios não perdemos - apenas esquecemos.

É possível sentir o cheiro do vento?
O aroma familiar da saudade,
das coisas novas (agora antigas),
torcendo por um bocado de chuva,
ouvindo Daysleeper em noites não - dormidas.
"I cried the other night, I can't even say why..."

Ou ficar no telefone encarando a escuridão
Com aquele que, até então, era amor pra toda a vida.

Certas certezas não acabam - apenas mudam.

E sob esse mesmo céu nublado
Numa dessas noites mais frias
Com gotas de chuva escorrendo pelo rosto
Me perguntando se a felicidade existia,
se era um pouco de amor ou era mais vaidade,
se era maior do que aquilo que eu sentia...
Se era verdade.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

As mudanças e o amor


Engraçado. Já ouvi tantas vezes tantas pessoas falarem: 'Ahh, fulano começou a namorar e sumiu, nunca mais deu as caras'.Ou então: 'Esse garoto mudou demais depois que conheceu aquela menina. Nem parece a mesma pessoa de antes'.
Nem parece e nem será a mesma pessoa de antes.
A gente corta o cabelo, muda a armação dos óculos, põe aparelho, emagrece, engorda, mas a mudança mais comentada é a que acontece lá no lado esquerdo do peito. Não poderia ser de outro jeito. Gostar de alguém é fazer uma reforma geral dentro da gente. É desorganizar tudo, jogar fora as inutilidades, fazer uma boa limpeza, purificar a alma. A mudança é constante; a cada relacionamento novo há essa reciclagem: mantemos o que vale a pena e partimos em busca de novas tranformações.
E há a tal felicidade. Que muda o nosso dia inteiro, que faz com que encontremos beleza naquilo que nossos olhos eram incapazes de enxergar. Existe melhor lupa que o amor?
Portanto, as ausências e inconstâncias dos nossos devem ser entendidas. Não é culpa dos amantes.

Não é bem a gente que muda...O amor muda a gente.


terça-feira, 14 de julho de 2009

Estações.

Ao vento que sopra e leva tudo embora.
Vento que passa e deixa marcas.
Ora brisa, ora furacão.
Sempre inconstante, em eterna mutação.


Como os cabelos emaranhados da menina
Como algumas (poucas) folhas caídas
Multicoloridas, enfeitam o chão.


Chão que piso dia a dia
E repouso meus pés andarilhos
Muito confusos, estão perdidos
Trôpegos ao caminhar.


Imploro ao vento:
'Leve-me com você
Sou instável, puro ar.
Onde eu trague a liberdade de uma vez só
E respire sem dor, sem dó

Eis aí o meu lugar.
Quero a leveza de mudar o mundo
Transformar, bagunçar tudo
E nada falar.'

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Advice

'Você só tem que se cuidar mais, se preservar. Nós temos 18 anos, daqui a pouco teremos 30 e não poderemos nos culpar pelo que fizemos, por isso devemos pensar bem para não deixar nenhuma mágoa de nada nos afetar.Querendo ou não, temos que ter responsabilidade, maturidade para muita coisa. Para não beber quando não podemos, de não transar sem camisinha, de cumprir com as tarefas, estudar muito mais e mil vezes e sempre...É foda. Demais. É uma crise...o tempo passa muito rápido e não temos tanto tempo assim. Tudo simplesmente acontece.E machuca muito mais do que aos 16.'


Conselho para mim e para alguém que simplesmente está mal, como outras milhões de pessoas no planeta. Passam a madrugada chorando, ouvindo músicas tristes, curtindo a primeira fossa do ano. Quando se está sozinho, a solidão traz uma leve sensação de liberdade.Podemos nos debater, amargurar, inundar o travesseiro e ninguém está aí para te observar, para reclamar, nem para segurar sua mão. Você está livre, meu amigo. Livre para ser quem você é, para se mostrar vulnerável e pouco forte. Livre para sentir.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Perfil

Sou imediatista.Sou virginiana.Odeio atrasos.Sou chata, egoísta, boba.Erro bastante.Peço muitas desculpas.Imploro por sorrisos e abraços.Sou parceira do que é estranho.Tenho plena consciência dos meus defeitos, mas nem por isso subestimo minhas qualidades.A maior delas é ser livre.Para amar, para odiar, para mudar e para ser quem eu sou sem arrependimentos.Sou confusa, cética, romântica, apaixonada.Sou mais Renato que Cazuza.Duas faces, mesma moeda.Às vezes feliz, às vezes triste.Talvez a garota de 17 anos mais velha que exista por aí.E a mais infantil também.Já mudei bastante, já fiz muita babaquice achando que eu sabia de tudo.E o pouco que eu sabia, tive que reaprender.Eu pensava que tinha todas as respostas , e acabei percebendo que o fundamental mesmo está nas perguntas que fazemos e que nos são feitas.Não sou perfeita, nem devaneio sobre esta possibilidade.Não sou uma definição pois não é questão de lógica.Bati cabeça para tentar me entender e encontrar algo que descrevesse quem eu sou mas, honestamente, não gosto de me explicar.

sábado, 28 de junho de 2008

"Quando se tem 17 anos, um mês equivale a uma vida"

Frase simplória, mas profundamente verdadeira, citada na série Anos Incríveis, cujo roteiro surpreendentemente fala sobre MUDANÇAS, em especial na adolescência.
Encontrei essa frase, seguidas de muitas outras que de algum modo retratam o que eu tenho passado.
Dúvidas, decepções, crescimento e uma única certeza: tudo muda, de um jeito ou de outro.
E na minha cabeça por vezes pessimista, mudar era o pior que podia acontecer.Mas não é.
Temos que lidar com situações das mais inesperadas e surpreendentes.Situações que nunca voltam a ser as mesmas, ou situações que te trazem de volta para um lugar em que tudo parecia não mudar.
E há a nostalgia(quem nunca sentiu isso?) de uma conversa que há tempos você não tinha, e quando teve, mudou tudo.Simplificou tudo.Alegrou tudo.
E de novamente, você cair na tentação e encher a cara, ligar para o melhor amigo e desesperadamente chorar.Como costumava acontecer.
De aumentar o som , usar o controle remoto como microfone e cantar bem alto: "If it makes you happyyyyyyyyyyyyyyyy, it can't be that baaaaaaad..."Porque assim, a gente se sente mais vivo.
Os pensamentos da série vieram a calhar.Eu precisa olhar de forma diferente para aquilo que eu sempre tive medo...Ou para o fato de que esperar e idealizar o modo como as coisas devem ser, faz com que percamos aquilo que realmente é importante: viver.
A verdade é que existem coisas que estão fora do nosso alcance.Crescer e mudar representam isso.E o bom dessas duas coisas é que elas trazem o novo, que apesar de assustador, é, ao mesmo tempo, fascinante.
No momento, as idéias estão confusas dentro de mim.Provavelmente, eu esteja a caminho de mudanças.
Com toda certeza, estou crescendo.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Sobre as decisões

Naquele momento parecia tão certo.Quem me dera saber as consequências.Não há placa indicando retorno.Não há possibilidade de voltar atrás.Tentativas vãs de reparo.Será que a tão esperada mudança foi tanta ao ponto de questionar atitudes antes consideradas corretas e sensatas ?A nossa mente é traidora.Pega e peca fundo na sensibilidade que não podemos ter em momentos como esse.Ela emoldura pinturas de um passado longíquo, mas perfeito.Nem o olhar mais atento ousaria prever um futuro difuso, agora presente.
Não era esse o papel que eu queria.O papel da dor, da corte, da vítima.O papel que muitos almejam por ser difícil, complexo, amargo, decisivo.Odeio dificuldades ( ela gostava de desafios).Detesto decisões (ela era taxativa).Mesmo assim, matei minha personagem.