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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Divagações

"Se você é coerente consigo mesmo, o resto é suportável. Eu suporto."
(Hilda Hilst)


É mais difícil do que eu supunha. Quero dizer, lidar com as pessoas é um trabalho árduo. Cada ser humano é ímpar, dotado de milhões de complexos, neuroses, defeitos e virtudes. Algumas dessas sabem lidar muito bem com essa caixa de pandora que trazemos dentro de nós. Outras perdem a batalha contra o ego e o orgulho, levando a uma sequência de desastres no que se pode chamar relação humana. Se adequar em situações assim sem perder a cabeça e a identidade é bem complicado. Sem perder a fé também. Não podemos mudar ninguém a não ser nós mesmos. Não vale o esforço e nunca chegaremos a um resultado. Nascemos sós, temos uma personalidade, convivemos com as pessoas e morremos sós. Simples assim. Viver é de um egoísmo imenso. Se você parar para analisar a lógica da existência, a primeira pessoa do singular é o pronome mais empregado no percurso. 'Estou namorando porque eu quero companhia.' 'Estou estudando porque eu quero ter um bom emprego e, com ele, eu quero ganhar dinheiro.' Eu, eu, eu. 
Às vezes, deito no chão do meu quarto, tranco a porta, apago a luz e fico pensando na vida. "O que há de interessante nisso?", você indagaria. Eu simplesmente não me encaixo no molde atual da humanidade. Eu sinto que não pertenço a esse lugar. Dedico tempo demais pensando em como melhorar o mundo a minha volta, tentando entender certos comportamentos, tentando encontrar explicações para o inexplicável. Não sei se o problema é comigo, com meus pensamentos e meu modo  de enxergar a vida ou se é a humanidade que anda, com o perdão da paráfrase, desumana mesmo. A sociedade e certas figuras (a maioria esmagadora, diga-se de passagem) que a compõem me enojam. Pela hipocrisia, pela corrupção, pelas desigualdades, pela falta de amor, de perdão, de caráter, pelos preconceitos infundados, pela intolerância, pela injustiça, pelo ódio. A sociedade é um reflexo tosco da mente das pessoas. Só quando a gente lida com certas situações que passamos a compreender o porquê de estarmos onde estamos. Estamos a beira de um abismo.Para onde estamos indo? Não sei dizer ao certo, mas sabe o fundo do poço? Não é nada bonito.



"Deus, dai-me a serenidade para aceitar as coisas que eu não posso mudar, coragem para mudar as coisas que eu possa, e sabedoria para que eu saiba a diferença."

sábado, 12 de dezembro de 2009

Sobre respeito.

"Lutar com palavras
é a luta mais vã."
(Carlos Drummond de Andrade)

 
Respeito. Palavra simples de resultados grandiosos. Quando há respeito, não falta nada. Você pode discordar de alguém, não aprovar determinada conduta, mas agir respeitosamente é o mínimo que se pode exigir.

Falo isso pois o respeito (ou a falta dele) tem sido recorrente em minha rotina. Desde o 'bom dia' até as mais diversas faltas. De caráter, de educação, de senso, de personalidade.

Dentre as minhas experiências mais recentes com o tema, posso citar o episódio em que fui banida de uma comunidade no Orkut pelo simples fato de expor minha opinião, sem agredir ninguém, fazendo uso da argumentação e levantando sempre a bandeira do respeito. Incoerente, não? Começaram a questionar minhas convicções religiosas, minha opção sexual e partiram para a agressão verbal e pessoal. Excluíram meus posts, e um dos membros com o qual eu debatia incansavelmente pediu ao moderador que me banisse. Parece que ele se cansou de argumentar...O assunto debatido: a aprovação da Lei que criminaliza a homofobia, lei essa à qual sou absolutamente favorável.

Deixo as reflexões para depois.

O último episódio, gota que faltava para que eu transbordasse, foi de plágio, não apenas das postagens do meu blog, mas também de depoimentos que fiz para o meu namorado no Orkut. O pior, a pessoa modificou alguns trechos, não fez menção alguma à autoria e não teve a consideração de perguntar se poderia copiar ou algo do tipo. A melhor parte de todas: essa pessoa é muito próxima a mim...E, há quase 2 horas, perdi meu tempo ao tentar convencê-la de que isso é abominável, que não tolero isso, pedindo que ela excluísse ou ao menos atribuísse o crédito a quem é devido. Dei com os burros n'água. 

Confesso que estou irada, para não dizer algo pior, pois eu imaginava que as pessoas tinham consideração e, obviamente, respeito com o próximo. Mas não é o caso. Entretanto,episódios como esses não me farão embrutecer. A tarefa de fazer do mundo um lugar mais pacífico e melhor de se viver, embora árdua, não me cansará. 

Eu não desisto facilmente.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

"Ôooooouuuou gente estúpida..."

(Esse post deveria ter sido postado ontem, mas por motivos de falta de luz, foi impossível)

Começo dizendo que o dia estava abafado e que, hora ou outra, iria chover. Uma chuvinha, sabe? Para refrescar os nossos miolos. Mas, pela cor das nuvens, com certeza não seria uma chuva qualquer. Chuvinha??? Caiu um pé d'água capaz de, em menos de 30 minutos, derrubar algumas árvores, interrompendo os dois principais caminhos para que eu chegasse em casa. Foi um transtorno enorme. Mas, não era sobre os efeitos climáticos que eu queria falar, e sim, sobre os efeitos que certas situações causam em algumas pessoas.

A iminência da chuva exaltou os ânimos de quem estava esperando para chegar em casa. A fila do ônibus estava imensa. Todos estavam impacientes, inclusive eu. Nós todos sabíamos que pelos tons que o céu tinha, a chuva que viria causaria danos e, obviamente, o atraso seria mais que plausível. Seria certo.

Contudo, o que me deixou PUTA da vida, foi a má-educação de algumas pessoas na espera pelo ônibus. Fila, na minha concepção e creio que na maioria das pessoas sensatas, não é a melhor coisa do mundo, mas deve ser respeitada.

Por favor, agora avisem ao casal que deliberadamente entrou na minha frente e de outras pessoas, que isso é ERRADO e denota uma falta de RESPEITO imensa, pois acho que eles não sabiam disso.

E, para piorar, ainda queriam arranjar confusão com uma outra família (que também foi passada para trás, literalmente, nessa história de furar fila). Começaram os empurrões, os xingamentos, uma coisa horrorosa, uma situação completamente desconfortável e deselegante. Até que o fiscal do ônibus resolveu intervir, enquanto o pessoal do lado de fora se divertia vendo o "circo pegar fogo". Enfim, o fiscal pediu para que a família que estava certa em contestar saísse e fosse para o outro ônibus. Desta maneira, o casal que estava todo errado não sentiu, nem por um segundo, que o que fizeram era de extremo mau gosto.

Durante o congestionamento causado pela chuva, um dos componentes dessa dupla, simplesmente jogou pela janela uma garrafinha d'água e uma lata de batata estilo Pringles. Sem remorso algum. Eu senti um ódio imenso. Jogar lixo na rua é horroroso. E, para completar a sequência de atitudes condenáveis, esse mesmo homem começou a fumar dentro do ônibus, ou melhor, fumava com a cabeça para fora, fazendo com que o vento trouxesse aquela fumaça de cigarro barato para dentro do ônibus que já estava terrivelmente abafado.


Resumindo, educação é algo que você tem por completo ou não tem. A prova disso foram as ações tomadas por esse casal, com uma certa idade e suposta maturidade, durante as 2 horas em que fiquei no ônibus.

Escrevi esse monte de coisas porque fiquei muito indignada com tudo isso, já que tenho um mínimo de senso e consegui perceber essas atitudes que, para muitos, passariam despercebidas. Então, nasce o erro juntamente com a completa falta de educação, por olhar para certas situações e achá-las normais, ou pior, achar graça delas.