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segunda-feira, 20 de agosto de 2012


Even if the road seems really hard to pass by, it always leads to this:
Us

The charming man and the girl with the thorn at her side
Endless love till the end of time

Although storms insist on falling
May sunny days wash it all away
Our bond is strong, our love is true


(it’s just “I love you” I’m trying to say)

terça-feira, 17 de julho de 2012

"E o teu silêncio
é o som de uma celesta
nos mangues frios
caligrafia
da mecânica celeste"



Para Sérgio Fróes


Eu não te leio, não te entendo
Não te decifro, mas me enleio
Nas tuas tramas, tuas histórias tão certas
Me cegam e me encantam
Devaneio

Esse teu jeito meio Álvares de Azevedo
Meio Gregório de Matos, tão debochado
Esse teu escárnio, esse teu encanto...
Em você me espelho, em você me lanço

Eu nem precisaria colocar em palavras
O que ser Sérgio significa
É aquele que protege, a melhor companhia
Dos sorrisos certos, de cigarros acesos
De ser único e muitos ao mesmo tempo
Gêmeos
E os meus versos mais sinceros nessa poesia.

Sempre dei muito sentido a tudo que me rodeava: uma flor esquecida na janela, um abraço, um sorriso, momentos de alegria e de raiva, uma canção, um amor, uma palavra. Sempre mergulhei intensamente no que eu pensava e sentia e apesar da "pouca idade", vivi muita coisa seguindo essa filosofia.
Algumas cores, antes vivas, desbotaram. Algumas delas, antes cinzas (cor e pó), passaram a ter graça. E o sentido de tudo isso foi o tempo. Porque o tempo, não se engane, ele passa.
O tempo muda a mundo lá fora mas muda a gente por dentro. O tempo marca e apaga. O tempo machuca e repara. O tempo refaz. O tempo faz entender que o momento de ser feliz é agora. Nunca é cedo. Nem tarde demais.

segunda-feira, 27 de junho de 2011


O cinza da estação anoitece nossos dias
A iluminação é escassa, as cores se entristecem
A ausência de calor traz uma languidez incontida
Uma persistente dor, uma irreparável melancolia

Quando o frio penetra a casa inteira
Um mero abraço não mais basta para aquecer
Nem taças de vinho, meias de lã, colchas de retalhos
Nem mesmo o repouso perto da lareira

O que flameja em mim são as ideias
O que me arde e sustenta são sentimentos
A arte, forma mais bela de entender a vida:
eis o fogo que me queima, o meu alento.

Só a poesia abriga.


sábado, 18 de junho de 2011

Lost

"On a cobweb afternoon/In a room full of emptiness/By a freeway I confess/I was lost in the pages." 
(Chris Cornell/ Tom Morello)


I don't know where else to go
I've just forgot the way back home
Here I am, staring at my feet
Secretly wishing not to be alone

Then I get down on my knees
Put my hands together and start to pray
I don't think anyone is gonna listen 
But at least I'm trying anyway

There are no maps, not even some signs
I don't remember how to begin
The steps I take are fading away
There's no place to stay, nobody to miss

I've got nothing here but memories
And a suitcase full of pain
I wish I could left all this behind
I wish I could stop this pouring rain

I try, I cry, I fall, I keep on going 
Here I am, walking again, on my own
By myself, facing hell, time and time again
Because sometimes you just can't go home.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Tenderness


Forgive me for the words that escape from my mouth
They don't even mean one shred of what I feel
Words explain things from a distant perspective
These feelings I keep inside of me
Let me tell you something:
They're for real.

It doesn't matter if we're far away
Not even if I can't spend so much time beside you
My thoughts and needs are right there, where you are
I guess you feel the same way too

So close your eyes and sing to me
Your voice is my sweetest lullaby
I love your stories, your secrets, your life
You amaze me, you make me smile.


With you, love, I feel alive.
(I know you know you're mine)


"I didn't know I was looking for love until I found you..."

sábado, 14 de maio de 2011

Entre-olhares


I've just stared 
I spend most of my time lost in your eyes
Then you told me, kinda scared, kinda surprised
"It's about the way you look at me
The way your eyes seem so close to mine
I can't explain any better than this
Your look, it disarms
And I do feel fine."



Me olhas com tal profundidade como se quisesses me gravar na memória, como se não quisesses me perder de vista, relembras os detalhes, sabes a dimensão da minha retina. Não, não foges o olhar. Encaras, em encarando, desarmas.
Me tocas como se quisesses me decorar; tateias, arranhas, me marcas como se quisesses estampar que sou tua. Tua. Dizes que me queres, do jeito que for, como for. Sabes exatamente a palavra certa para encantar. Retens meus pensamentos sem prévia anuência. Adivinhas, indagas, questionas e me tens na palma da tua mão. Estou presa em teus dedos, emaranhada nas tuas carências. É impossível resistir, impossível dizer não.
E de tão íntimo que estás, já pareces conhecer meus mais profundos segredos. E me fitas, me enleias, me prendes no teu abraço, não vais me soltar.
(Imploro, baixinho, entre murmúrios e suspiros: por favor, não deixes isto acabar). 


So please, please, please, let me, let me, let me, let me get what I want this time.

domingo, 3 de abril de 2011

Ace

Agony and angst
So deep inside
Some kind of sorrow
Some kind of blue
Too much
(feelings and needs)
I just can't hide.

All these tears that drop from my eyes
Water that flows without a course
Flows to somewhere?
Where? I don't know. 
Maybe to an empty space right here
That just can't be fulfilled
That can´t be shown.

I miss something I hadn't lived
Old days, old thoughts, any happiness
I feel an awkward kind of grief
Just like I am missing
A part that hurts, a piece of me
Everywhere I go, I don't fit in.

Sometimes I wish for an ace
That changes the game, changes a life
New beginnings, some kind of hope
Like the lucky you may have throwing the dice.

I'm stranger to myself
And sometimes
(so many times)
I lost my sense
Don't recognize my mind
With this whirlwind inside my head
I stare at the mirror
I feel I'm dead.


quarta-feira, 23 de março de 2011

Março

Da janela me atenho ao movimento
Dos carros que passam, das pessoas correndo
A vida passa por mim apressadamente
O tempo não me espera, isso eu entendo.

Não quero me perder em vagos pensamentos
Mas as gotas da chuva forçam meus devaneios
Tempo nublado, céu cinzento
Queria que o presente fosse mais- que- perfeito.

Ninguém tem controle sobre nada disso
Ninguém sabe ao certo o que se passa consigo
Ninguém entende, mas sempre acontece
Talvez sina, quem sabe castigo.

Choro e não consigo conter as lágrimas,
Copiosamente, deixo rolar.
Sentimentos vertidos em gotas
Águas de março no vidro e no meu olhar.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Nós

Laços construídos com o tempo
Afeição, amizade, amor
A cumplicidade e o querer bem
Olhar nos olhos e compreender
Que dentro do peito não há resquício qualquer de dor
O que há de bom permanece e edifica
Traz à nossa vida mais sentido e cor

Estamos juntos nessa vida
Mãos dadas, quase atadas, eternamente
Num abraço ou palavras de carinho
Somos mais, estamos juntos, somos amigos
Laços indissolúveis: eu carrego você comigo
Almas inseparáveis: estarei sempre contigo

Nós: pronome e substantivo.





quarta-feira, 2 de março de 2011

Letra e Música

Chico, Zé, música popular
O som da sanfona que nunca te ouvi tocar
Escuto, ainda assim, sua voz, seus acordes, suas rimas
Do seu sorriso ao entoar alguns versos
Meu olhar gravava a poesia
dos seus dedos percorrendo as cordas de aço
- "Deveriam ser de nylon", você disse
Ainda lembro

Da nossa tardia, mas incrível parceria
Minha voz a acompanhar sua melodia
Frases e tantos pensamentos
Semelhanças
Nossos sóis em Virgem, quem diria?

Você música, eu letra
Mais que mera sincronia
Eu canto e você toca
Me tocas
Perfeita sintonia.

(ou seria sinfonia?)

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Ode ao tempo

Tempo, és tão leviano
Desbotas as folhas, marcas as faces.
Fazes com que sejas sentido como bem queres
Apressado, vais contra os anseios alheios
Vagaroso, os solitários feres.

Quem entenderá
O mecanismo das horas nos ponteiros dos relógios?
Passam dias, meses, anos
Sobram apenas as lembranças
E o tom de sépia nas fotografias.

Tempo, corróis tudo
Empoeiras os móveis, tens cheiro de naftalina
És antítese, pois apesar de doeres,
Curas todas as feridas.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Presente

"Você sabe aquelas coisas?
Roupas, cintos, algumas bolsas
que tem dupla face?
Você é assim, não tem avesso
o interior que fica muito escondido
é ainda mais bonito..."

(S.L.)

P.S.: Ganhei esse poema de presente!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A resposta certa

E se alguém lhe disser "eu te amo", 
palavras deveras ansiadas,
Peço, do fundo de minha alma,
que a resposta que dos lábios lhe saltar
não seja um mero "eu sei". 
É vago, pouco claro, é insípido.
O amor é muito mais do que isso.
O amor é verdade, é perder para se encontrar
É profundo demais para ser sabido.
Que a sua resposta seja, portanto:
" eu sinto".

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Elegia


Desvarios perpassam esta mente inquieta
Maré revolta quando surge a tempestade
Ora espero a bonança tão tardia
Ora devaneio sobre a infeliz realidade

De sentimentos pretéritos  jaz apenas o vazio
Ínfimo companheiro das noites de solidão
A repousar em meio leito agora frio
Disseco a fria carne do que chamam ilusão

Chores sob o mármore, desfila teu aparente luto
Neste chão não há estrelas, quiçá beleza
Sob os olhos do luar, não te emudeças
Que se transforme em lágrimas tua falsa tristeza

Abençoados os amantes que não tiveram desenganos
Cultivo flores , escrevo um epitáfio, restauro o altar
Para ti, Amor, que me causaste tamanho dano
E, com tanta frieza, foste capaz de me matar.


quarta-feira, 15 de dezembro de 2010


" Life is a waterfall,
we're one in the river,
and one again after the fall." 
(Daron Malakian / Serj Tankian)


Cerro os olhos e devaneio sobre o tempo
Que corre apressado, passos largos, imutável
A pele expõe seus sulcos e marcas
Por dentro, a ferida persiste
Incurável, insuportável, intacta.

O anseio maior, quiçá uma mudança
Esperança e a vontade otimista;
Certas coisas permanecem iguais
Embora a gente resista.

E o tempo tratou de reproduzir meu estado de espírito
nessa tarde cinza e fria de dezembro. 
Deixo meu olhar fixar as gotas na janela
Confundo o vento com o gélido em meu peito
Mil punhais atravessam meu coração agora
Não há nada mais que possa ser feito.



(gosto dos pingos de chuva, dos relâmpagos e dos trovões)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O melhor lugar do mundo

Google Imagens

Poderia ser o meu quarto, meu refúgio, meu templo sagrado. Poderia ser o calor debaixo do edredom num dia bem frio. Poderia ser a casa da avó, com aquele cheiro impossível de descrever de tão bom. Poderia ser um imenso campo de girassóis. Poderia ser aquela avenida com vista privilegiada para o Pantanal. Poderia ser aqui no Rio, Cristo de braços abertos, um cartão postal.
Poderia ser Paris, cidade do romance e de uma beleza clássica, remetendo tanto a Audrey Hepburn e sua leveza e graça. Torre Eiffel, Champs-Élysées, Louvre. Poderia ser alguma casa de veraneio na Toscana, poderia ser alguma ruína em Atenas, poderia ser uma daquelas casinhas brancas de Santorini, na Grécia. Poderia, inclusive, ser uma livraria. Até um supermercado abastecido de gostosuras, eu diria. Poderia ser uma galeria de arte com pinturas impressionistas. E, quem sabe, uma praia habitada por tartarugas-marinhas.
Poderia ser debaixo de uma água bem gelada quando está calor. Poderia ser o sofá de casa quando o cansaço toma conta e dormimos sem desligar a TV. É, poderia ser. Aqui, acolá, por ali, além -mar.


Mas o melhor lugar do mundo, digo, o melhor lugar do mundo, só é  melhor se você está.


quarta-feira, 10 de novembro de 2010

En-canto

Eu te olho com olhar desacostumado
Daquele que surpreende ao primeiro contato
E com você eu sinto a leveza do novo
O encantamento é inusitado

Você sequer sabe dessas sensações
Se sabe, não deixa claro
O óbvio não faz parte de você
Não há nada a ser esperado

Eu não sei descrever o que eu sinto
Um amor inexato, indefinido?
Algo ideal e certamente muito bonito
Assim como você, digno de suspiros.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Memória

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão

Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.

(Carlos Drummond de Andrade)

domingo, 26 de setembro de 2010

Onirismo


"Só que os escritores são seres muito cruéis, estão sempre matando a vida à procura de histórias. Você me ama pelo que me mata. E se apunhalo é porque é para você, para você que escrevo — e não entende nada." (Caio Fernando Abreu)


Eu sonhei com você.  Um sonho perturbador, como um quadro de Dalí. Confusão, supresas, metáforas, olhares complacentes que nunca ocorreram em nossas vidas. Tudo era, com o perdão da redundância, muito onírico. Mesmo com o sol na casa seis, a perfeição ainda me incomoda. Prefiro o inacabado e os vazios. Forço a minha mente para lembrar dos detalhes. Sonhei que sonhava que eu tinha um sonho? Algo clariceano sob esse aspecto.
Você me explicava, mas as palavras me soavam como entrelinhas, quase  neologismos, mas eu as entendia. Eu refutava numa língua desconhecida e, sem sentido algum, tudo fazia sentido. Você segurava a minha mão, me olhava como se dissesse :"Vai ficar tudo bem, embora haja tanto desencontro...O melhor que você pode fazer é se perder para se encontrar, porque você ainda vai morrer muito nessa vida". Não sei se foi isso o que você quis dizer, assim eu entendi. 
Havia um mar imenso,  a noite repentinamente se transformara em dia, tons de vermelho e laranja, céu de baunilha, algumas dezenas de estrelas e a lua desaparecendo na linha tênue do horizonte onde a vida ( ou sonho) termina. Sentávamos nas pedras e a sua feição se modificava, como se usasse uma máscara que, a cada hora, era magicamente trocada. Nenhum dos rostos me era familiar e, ainda assim, eu te conhecia. O tom da voz mudava, o cheiro era outro e se confundia com a brisa marítima. Sorri quando você disse que aquele momento iria se eternizar, que mesmo nas perdas, nossos caminhos se encontravam. "Seja como for, você está comigo o tempo todo." O sonho era uma pintura mítica daquela música do Renato. Havia cavalos marinhos, solidão compartilhada, havia aquele aperto no peito e aquele frio por dentro do que chamam saudade. Não sei do quê, não sei porquê. Subitamente, você me abraçava, gritava palavras incompreensíveis que se perdiam vento a fora. Do alto das pedras, nas ondas, ora revoltas, ora passivas que molhavam a areia, você desaparecia. A lua, as estrelas, o horizonte eram tragados pelo mar agitado.E o próprio mar se esvaia. Nada resistia. No nada eu estava sozinha.

No universo de silêncios que me fazia companhia, ouvi uma voz que, do vazio, me dizia: " Levanta e caminha". E eu me perguntava, numa língua impossível de ser falada: 






Eu acordava.