sábado, 17 de janeiro de 2026

She hangs brightly

I missed a part of me when I crossed the border
And parted oceans
I walk the streets beneath never-ending lights and sounds
Silence is a privilege
Then I look at the sky and lose myself in wonder
So blue, so cold,
so beautiful and haunting

And I'm one of many 
Struggling to fit into a city that is larger than life
But yet too small for me sometimes
The neon blurs my dreams
And numbs my thoughts

I forget whether I am sleeping
Wide awake
Or simply lost




quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

2026

Ser presença constante
Me entregar a cada sentimento
Aceitar os pensamentos
E, sem apego,
Deixá-los ir

Compreender que nada é permanente
Que o controle é apenas ilusão
Não existe poder fora de mim
A única coisa a ser feita é abrir mão

Ser coerente em atitudes e palavras
Maturar o meu olhar para a realidade
Apreciar as paisagens
E desbravar novas estradas

Acima de tudo me respeitar
Aceitar quem eu sou e me perdoar
Que cada dia seja uma oportunidade 
De deixar para trás tudo aquilo que não me cabe
E de transformar tudo aquilo que eu conseguir

Sei que 2026 será ainda melhor
Eu decidi.







segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Perceber o quanto mudei 
Não apenas pelas fotografias em si
Mas através dos meus textos 
As palavras dizem muito sobre mim




quarta-feira, 19 de novembro de 2025

"Com quem você quer falar por horas e horas e horas?"

Digamos que seja mais um monólogo.
Só escuto, atenta.
Quase um mantra, uma meditação.

Uma forma de consolo.

Fico sempre à procura de uma nova entrevista, um novo ponto de vista que quase sempre se alinha com o meu.
A cada nova descoberta entro em êxtase porque ele se parece MESMO comigo.

De Jeff Buckley, Jesus and Mary Chain, Cowboy Junkies a, tcharam, MADONNA. Sim, ela que há 2 anos não sai dos meus mais ouvidos do Spotify.
Nas palavras dele: " eu não gostava muito dela não, respeitava, mas esse último disco é sensacional." 
E ainda é. Mais de 30 anos depois. 

Não à toa ele regravou Cherish.

Como quando ele fala sobre as propagandas ridículas dos Estados Unidos e eu só replico, doida, como se ele estivesse me ouvindo: 'eu sempre, sempre digo isso'

*

"O povo brasileiro é a coisa mais querida do mundo. É o que vale."

Ai, Renato..."e é sempre só você que me entende do início ao fim..."

Brasil. 

E cito Caio, a quem também recorro:

"Então vem o inverno, e a neve (as temperaturas do início de fevereiro aqui foram literalmente siberianas), e essa gente fria, e essa língua. Me veio vindo aos pouquinhos, não sei bem de onde, um amor tão desesperado pelo Brasil. Desesperado é o adjetivo. A um ponto que, com aquele accent de João Gilberto, a música que mais cantei aqui — baixinho, só para mim mesmo — nesse tempo todo foi “isso aqui ôôô, é um pouquinho de Brasil iáiá”, quando via algo ou alguma coisa que me lembrava o Brasil."

Meu Deus, ele escreve o que eu sinto. 

Brasil. Só a gente sabe e sente. E quando acho que estou me perdendo de mim, incapaz de ser plena em outro idioma (e quando digo plena, me refiro a ser sarcástica, irônica, debochada e até mesmo poética), eu me agarro às minhas raízes, faço questão de esquecer as lições do curso de inglês, abuso das vírgulas, não sou concisa, mantenho os períodos extensos, sem medo de confundir quem me lê.

Parece até uma incoerência eu citar tantas referências, mas é que eu entendo inglês, mas eu não sinto. Quase como enxergar e não ver.

E quando eu falo de Renato Russo, de Caio Fernando e em português não é só pra você entender.
Misturo os assuntos, literatura e música, mas tudo é arte e nem precisa de um porquê.

Esse é o meu jeito meio torto e bem latino de traduzir o que me move, o que me toca de verdade:

Um amor à distância preenchido de muita saudade.

"O Brasil é uma república federativa cheia de árvores e gente dizendo adeus." (Oswald de Andrade)






Outros olhos
E armadilhas

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

Às vezes, por alguns segundos, paro de respirar
Estou em terra firme
Sinto meus pés tocarem o chão
Mas ainda tenho medo de me afogar

quarta-feira, 1 de outubro de 2025

É que nas gavetas só havia cores sóbrias. E, ao passar pelos cabides, não sentia calor. 
O inverno invadia o armário, mesmo tendo se despedido há pouco do verão.

Ao pisar na varanda, sentiu o sol aquecer sua pele e quase se surpreendeu com a sensação.
E projeta que sairá mais de casa, que desbravará o mundo ao redor. 
Em vão.

Até que chegou à última gaveta. Que surpresa! 
Tons de céu, pôres de sol, jardins em estampas que lembravam uma outra estação.

A primavera resiste.
Ainda que tudo ao redor insista que não.

(As flores ainda estão aqui.
Estâo em mim.
Sei que estão.)