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domingo, 12 de junho de 2011

Eu te amo

"Se entornaste a nossa sorte pelo chão/Se na bagunça do teu coração/Meu sangue errou de veia e se perdeu..."
(Chico Buarque)

Concordo com Caio Fernando quando ele escreve em uma de suas cartas que Chico é bom pra essas coisas. Sentimentos, ressentimentos. De certo modo o invejo e admiro, porque  apesar do muito que sinto, mal consigo expor com palavras o que pulsa no meu coração, o que lateja no meu peito sempre que você não está. Fiquei alguns minutos encarando a tela branca, na esperança de que surgisse alguma frase de efeito, uma rima completa, uma poesia inédita que representasse o meu estado de espírito. Eu ouvia falar sobre isso, pensava, errônea e estranhamente, tê-lo sentido em algum momento. Mas tudo é tão novo, tão insuspeitado, tão diferente...O que eu sinto vai além. É bem maior (e melhor)do que isso que chamam de amor.

Faz frio, junho, dia dos namorados. Deixei a janela aberta, com a esperança de que o vento levasse até você alguns dos meus pensamentos mais ternos. Então, ele, atento aos meus anseios e solidário com a minha quase tristeza,  me presenteia com o seu cheiro. Eis que meu coração taquicárdico mostra que só há equilíbrio se você está. Não há nada que habite com mais frequência os meus pensamentos. Não há nada mais importante. Eu quero essa leveza que apenas você me traz. Os meus dias de sol,  os meus sopros de inspiração, tudo o que há de melhor em mim, eu devo a você. Só você me completa. Só você me satisfaz.

Na falta de algo mais apropriado e menos clichê, digo que te amo com urgência, ansiando, a cada dia, que se acabem todas as ausências e que nossas carências sejam preenchidas. 

Porque sem você eu apenas sobrevivo.