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domingo, 30 de janeiro de 2011

Intimidade

É com uma das mãos, de leve, afastar o cabelo dos olhos, deixando-a deslizar suavemente pela pele, pelo rosto.
É beijar com os olhos bem fechados, e quando o beijo para, olhar nos olhos com um grande sorriso.
É dormir no abraço do outro, aconchegando-se no peito, encostando a cabeça no pescoço.

É sentir o gosto dele na boca quando ele não está.
É diferenciar o seu cheiro de qualquer outro.

É brigar feio numa noite e ficar de um lado para o outro na cama, sem dormir, por não conseguir imaginar a vida sem ele.
É ceder de vez em quando porque fazer as pazes depois de uma briga é uma das melhores sensações já vividas.
É adivinhar o que ele pensa. É olhar nos olhos dele e sentir que você realmente tem muita sorte.
É conviver pacientemente com os seus defeitos. É admirar mais do que qualquer um suas virtudes.
É morrer de ciúmes quando ele fala de alguém só pra te irritar. É saber que ele sabe como isso realmente te irrita e que o faz só para provocar.

É saber que o tempo corre quando se está junto.
É sentir saudade quando ele se ausenta por dois segundos.
É fechar os olhos e não ver nada além dele: o homem mais lindo desse mundo.

Intimidade é, em estando juntos, ambos se tornarem um.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

All about playing games


Li um texto da Elenita Rodrigues que me fez esboçar um baita sorriso e que me fez pensar em como nós, mulheres, e alguns homens somos idiotas em certas situações.
Adoro jogar. Adoro pôquer. Adoro Playstation, Nintendo e jogos de tabuleiro. Jogos, para mim, só nesse âmbito de distração e divertimento. Pelo menos era o que eu pensava até me reconhecer na situação descrita pela escritora em seu texto.
Eu jogo nos relacionamentos ( ou em projetos de) e eu nem me tocava nisso. Eis o problema: você se emaranha nessa rede de pensamentos pré-concebidos, machismo, leitura descartável sobre "Por que os homem amam  as mulheres poderosas?" (eu li, ok? Apenas a título de pesquisa...rs) e, no fim das contas, você acaba comendo junk food, sozinha em casa, num sábado à noite esperando uma ligação que simplesmente não vai acontecer. E, na maioria das vezes, conscientemente ou não, por sua culpa. Ou melhor, por causa desses jogos de sedução que PARECEM muito lógicos e eficazes na teoria. Na prática, eles são desastrosos.
Não estou dizendo, entretanto, que nós temos que sair desesperadamente atrás do objeto do nosso desejo. Mas, se você está interessado em alguém e percebe que há reciprocidade, não vejo mal algum em demonstrar o que você sente, com cuidado,obviamente, para não assustar o outro. Até porque mesmo eu, sendo uma romântica irreparável, ficaria de cabelos em pé e fugiria se alguém me dissesse, após dois encontros, um belo "EU TE AMO" por mais esperadas que essas palavras sejam.
Sempre tem os: "Ah, mas e se..." Entre o agora e o "e se" muita coisa pode acontecer. Há infinitas possibilidades. Há riscos. E, bem como no pôquer, você só se dá bem ( ou mal, porque as chances são iguais) se pagar pra ver. Você não precisa se valer de um "All -In" (embora eu tenha muita sorte nesse aspecto rs), mas aposte algumas fichas. Você pode perder agora para ganhar depois. Nunca se sabe quando a sua sorte vai mudar.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Sobre os riscos da entrega


Quando iniciamos uma relação, qualquer que seja, criamos certas expectativas. Cada um tem as suas e há, lá no íntimo, aquela vontade de que nossos desejos e sentimentos sejam satisfeitos e recíprocos. Estamos sempre esperando algo. Esperamos que o outro se entregue. Mas, quanto a nossa entrega? 

Alguém me disse algo sobre o qual fiquei pensando: se você entra em um relacionamento, qualquer que seja, pela metade, você provavelmente só receberá do outro a metade. E não, essa soma não é benéfica e não resulta numa relação completa. E mais, não é possível exigir do outro que a sua entrega seja total, se você não o faz.
Certo. Pensei comigo: E quando a pessoa está aos cacos? Como se entregar completamente? Como deixar de lado o medo assombroso da decepção? Como não esperar nada? Como começar o trabalho de reconstrução?

Realmente, essas perguntas são complicadas. Agir emocionalmente, seguir o coração mesmo quando há tantas dúvidas pairando no ar não é das atividades mais fáceis. Por outro lado, se uma oportunidade é boa, não podemos deixar que ela passe por medo. Medo de seja lá o que for. Tudo nessa vida é muito arriscado.
Todas as ações tem chances iguais de darem certo ou  errado.  Nenhum relacionamento anterior, por pior ou melhor que seja, pode ditar o seu futuro. Não importam as vezes em que o seu coração ficou aos pedaços. Há que se juntar os cacos e lutar pela felicidade. Essa entrega, portanto, deve acontecer quando estivermos absolutamente prontos para nos doarmos por inteiro, evitando assim a chance de sabotar algo potencialmente incrível. Basta ver pelo que vale a pena se arriscar.