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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Tentativa


Menos um cigarro na boca, menos fumaça embaçando a visão. Dissipo com as mãos o que há de turvo e nebuloso na minha vida, me desprendendo de armadilhas, aprendendo a dizer não. 

Não à insegurança, não à tristeza, não à amargura, não à hipocrisia.
Não à mentira , não à ilusão, não à monotonia.
Não a tudo aquilo que estagna. Não ao medo que paralisa.

Que permaneçam vivas a coragem, a vontade, a mudança, a liberdade. 
Que as palavras andem sempre de mãos dadas comigo, rendendo um romance chamado poesia. 

Pelas novas chances, então: um brinde à tentativa.





A vida é muito frágil. Efêmera. A falsa impressão de que temos tempo de sobra nos ilude diariamente, fazendo com que adiemos projetos, vontades, ideias, sentimentos. É muito triste que esse pensamento apenas nos ocorra quando da perda repentina de pessoas próximas, queridas e jovens, nos enchendo de incertezas quanto ao futuro.
A verdade é que o amanhã não existe. O que importa é o presente. O agora é tudo.

Que a ausência de quem estimamos nos dê a real dimensão de quem somos e do que podemos fazer para alcançar a felicidade. 

"Engraçado as pessoas usarem o termo vida como oposto de morte. O oposto da morte é o nascimento. A vida não tem oposto."

(Em memória de Thabata Saliba e Iwna Mello, que se foram cedo demais. À Jordana Sahib, inspiração de vida e alegria, que há 4 anos deixou um vazio que nada nem ninguém preenche. À vida de cada uma delas que ainda resiste dentro de nós.)

Em 11/08/12

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Ode ao tempo

Tempo, és tão leviano
Desbotas as folhas, marcas as faces.
Fazes com que sejas sentido como bem queres
Apressado, vais contra os anseios alheios
Vagaroso, os solitários feres.

Quem entenderá
O mecanismo das horas nos ponteiros dos relógios?
Passam dias, meses, anos
Sobram apenas as lembranças
E o tom de sépia nas fotografias.

Tempo, corróis tudo
Empoeiras os móveis, tens cheiro de naftalina
És antítese, pois apesar de doeres,
Curas todas as feridas.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Sobre o tempo (e sua passagem)


Esse tempo foi dado com algum propósito que sequer me lembro. Talvez muito tempo tenha se passado desde a última vez em que nos perguntamos para onde estávamos indo. Sequer chegamos a algum lugar. Na verdade, nem sei onde estamos agora. Sei que o tempo não parou para que consertássemos o que havia de errado.
O tempo passa e as coisas mudam, nem sempre mudam para o que ansiamos. Queremos sempre mais. Mais amor, mais confiança, mais honestidade. Já é tarde, e, no fim do dia, restam apenas dois corações separados, distantes, descrentes, sentindo falta.
Falta tudo e o que menos importa é tempo.