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segunda-feira, 13 de agosto de 2012





A vida é muito frágil. Efêmera. A falsa impressão de que temos tempo de sobra nos ilude diariamente, fazendo com que adiemos projetos, vontades, ideias, sentimentos. É muito triste que esse pensamento apenas nos ocorra quando da perda repentina de pessoas próximas, queridas e jovens, nos enchendo de incertezas quanto ao futuro.
A verdade é que o amanhã não existe. O que importa é o presente. O agora é tudo.

Que a ausência de quem estimamos nos dê a real dimensão de quem somos e do que podemos fazer para alcançar a felicidade. 

"Engraçado as pessoas usarem o termo vida como oposto de morte. O oposto da morte é o nascimento. A vida não tem oposto."

(Em memória de Thabata Saliba e Iwna Mello, que se foram cedo demais. À Jordana Sahib, inspiração de vida e alegria, que há 4 anos deixou um vazio que nada nem ninguém preenche. À vida de cada uma delas que ainda resiste dentro de nós.)

Em 11/08/12

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Carta para alguém de dentro




Foi por fechar os olhos. Por não ter temido arriscar, mergulhar, naufragar. Morrer. É preciso morrer muito durante a vida. É preciso cair inúmeras vezes, rastejar, ralar os joelhos, levantar. Seguir. Foi por fechar os olhos. Foi por não temer, não voltar atrás, foi por querer, eu sei. E a vontade também mata. Foi por fechar os olhos. Foi por esperar, ansiar, arriscar. Perdendo sono, perdendo os nervos, perdendo a sanidade. Sim, foi por fechar os olhos. Foi por achar que as melhores coisas vividas, para serem melhor sentidas, não precisam ser vistas. Foi porque eu acreditei que era verdade.

Foi por fechar os olhos e esperar por alguém que curasse a ferida. Foi por parar no caminho. E só foi por fechar os olhos que ainda não encontrei a porta de saída.

terça-feira, 17 de julho de 2012


Sempre dei muito sentido a tudo que me rodeava: uma flor esquecida na janela, um abraço, um sorriso, momentos de alegria e de raiva, uma canção, um amor, uma palavra. Sempre mergulhei intensamente no que eu pensava e sentia e apesar da "pouca idade", vivi muita coisa seguindo essa filosofia.
Algumas cores, antes vivas, desbotaram. Algumas delas, antes cinzas (cor e pó), passaram a ter graça. E o sentido de tudo isso foi o tempo. Porque o tempo, não se engane, ele passa.
O tempo muda a mundo lá fora mas muda a gente por dentro. O tempo marca e apaga. O tempo machuca e repara. O tempo refaz. O tempo faz entender que o momento de ser feliz é agora. Nunca é cedo. Nem tarde demais.

domingo, 7 de novembro de 2010

"So tell that someone that you love
Just what you're thinking of
If tomorrow never comes"
(Garth Brooks)

e tudo é efêmero. A vida é uma passagem, estamos aqui, vivemos, amamos, crescemos e sabemos todos que um dia, sabe-se lá quando, tudo acaba. Fim. The end
Às vezes me pego pensando na morte. Não é um pensamento recorrente, sequer medo, mas uma certa curiosidade. Algo como: morrer dói? Me prendo à sensação. Como é não sentir nada? Seria a morte um estado de entorpecência? Seria a sensação parecida com uma anestesia geral? De repente, você fecha os olhos, não sente absolutamente nada, não lembra de nada, é tão estranho, tão sem sentido, você está vivendo uma vida com toda a energia e, repentinamete, tudo para. Seria morrer uma espécie de vazio? 
Quando cedo alguns momentos da minha vida para pensar na morte, sinto um frio por dentro, talvez a sensação real de um paradoxo, algo pouco palpável, um mistério, de fato. Sabe, houve uma época que eu nem conseguia fechar os olhos de noite temendo a morte. Claro, nunca fantasiei nada como capa preta e foice, mas por não ter controle nem conhecimento sobre isso, sempre, sempre me assombrei com tal possibilidade. Deixar a  vida de lado não estava nos meus planos. Na verdade, creio que ainda não está. Todo mundo se sente imortal durante a vida. Apenas alguém com sérios problemas vive 24 horas do seu dia pensando na iminente possibilidade de ser pego pelo acaso e morrer. Nós vivemos. Corremos dia-a-dia sem pensar nessa hipótese. Sabemos que a hora vai chegar. Mas será que nós aproveitamos enquanto ela não vem?
Cremos ter uma vida na sua infinitude para aproveitarmos. Nós não temos. Morremos todos os dias. A cada dia que passa estamos nos aproximando mais e mais da morte. E não é uma questão de negativismo ou de ser sombrio. Essa é a realidade. Justamente por conta dessa aparente eternidade que nós vivemos, acabamos deixando de lado algumas coisas preciosas, já que nunca se sabe quando seremos surpreendidos pela ausência desse mundo. E por mais que filosofias e músicas estejam sempre ao nosso redor nos lembrando de que a vida é única, de que temos que fazer tudo da melhor forma possível e blá, blá, blá, tem-se a falsa ilusão de que teremos sempre muito tempo. O que nós estamos fazendo nesse ínterim que realmente importa? Eu sempre escutava uma canção que falava para dizermos sempre às pessoas que nós amamos o que sentimos, pois nunca sabemos se o amanhã vai chegar. Verdade verdadeira. Muitas pessoas se arrependem de não terem dito aos seus que os amavam antes que estes partissem. Muitas pessoas se arrependem de não terem tomado uma determinada atitude, decisão ou até mesmo seguido um impulso. Tudo é efêmero.Cada oportunidade que temos na vida é única. A vida é preciosa demais. Deve ser vivida até a última gota. Viver não mata. Faz apenas com que o caminho irreversível para a morte seja mais interessante e incrível.