Faz um tempo que eu não posto por aqui...Talvez essa ausência, essa falta de contato, como que a saudade sentida de um amigo distante, tenha realmente me afetado muito.
De fato, não tardaria que esse encontro adiado acontecesse uma hora ou outra. Precisava do momento exato. Chegou.
A gente precisa se afastar para poder enxergar tudo de uma maneira melhor e mais clara.
Fazendo uma adaptação do que uma amiga um dia escreveu, sou a estudante de Direito que queria fazer Letras. Então, essa paixão, mesmo que pareça acabada, continua viva, como uma chama em uma vela...Pode até diminuir, mas permanece sempre. É amor, e em se tratando de amor não é possível falar em término repentino, sem grandes despedidas, sem uma boa dose de drama. Confesso que esse amor não pode acabar nunca. É um amor etéreo e eterno. Esse vício chamado Literatura.
Eu sempre adorei recomeçar. Parece a palavra ideal para todos aqueles momentos em que se tem vontade de parar tudo e retroceder, uma, duas, mil vezes. Aí você corta o cabelo, faz as unhas, decide parar de beber, promete que não vai faltar as aulas e nem vai deixar o estudo para depois. Nossa, é muito difícil. Existem coisas que realmente estão fora do nosso domínio. Não são nossas, nunca serão. Por conta de tantas atividades que não me dão prazer de modo algum, resolvi voltar meu olhar para o que realmente fazia todo o sentido do mundo para mim. Os meus livros, meus discos, meu refúgio. Estou tentando adequar meus olhos, como escreveu Martha Medeiros na coluna do Globo de hoje, à poesia viva que passa por nós todos os dias e que pelo tempo corrido, pelo cansaço ou simplesmente por displicência, não nos permitimos admirar.
É a poesia, meu caro, que dá sentido e cor à vida.
domingo, 16 de novembro de 2008
terça-feira, 29 de julho de 2008
Perfil
Sou imediatista.Sou virginiana.Odeio atrasos.Sou chata, egoísta, boba.Erro bastante.Peço muitas desculpas.Imploro por sorrisos e abraços.Sou parceira do que é estranho.Tenho plena consciência dos meus defeitos, mas nem por isso subestimo minhas qualidades.A maior delas é ser livre.Para amar, para odiar, para mudar e para ser quem eu sou sem arrependimentos.Sou confusa, cética, romântica, apaixonada.Sou mais Renato que Cazuza.Duas faces, mesma moeda.Às vezes feliz, às vezes triste.Talvez a garota de 17 anos mais velha que exista por aí.E a mais infantil também.Já mudei bastante, já fiz muita babaquice achando que eu sabia de tudo.E o pouco que eu sabia, tive que reaprender.Eu pensava que tinha todas as respostas , e acabei percebendo que o fundamental mesmo está nas perguntas que fazemos e que nos são feitas.Não sou perfeita, nem devaneio sobre esta possibilidade.Não sou uma definição pois não é questão de lógica.Bati cabeça para tentar me entender e encontrar algo que descrevesse quem eu sou mas, honestamente, não gosto de me explicar.
domingo, 6 de julho de 2008
O que você faria?
O que você faria se pudesse apagar algumas lembranças ?
Não seria tão ruim assim, ao passo que há muitas coisas na vida que deveriam, para o bem estar dos nossos egos inflados, serem esquecidas.
O amor não esquecido, a carta não respondida, a despedida inevitável, a decisão errada, a escolha mais fácil...
E dizem que não é possível se arrepender.
Mas eu converso, sabe?
Converso comigo mesma, e creio que deveríamos ter um cronograma de mudanças...Quando eu passei a ser o que eu sou hoje?
Como eu queria ter um gravador na minha memória e poder reproduzir para cada um que eu tenho histórias, tenho momentos, tenho uma coleção de erros que me tornaram a pessoa que sou hoje.
Não melhor, nem pior.Única.
Não melhor, nem pior.Única.
Mesmo com essa consciência clara de que "o passado é uma lição para se meditar e não para se reproduzir", às vezes é difícil lidar com as coisas que deram errado na sua vida.Muitas vezes por sua culpa, poucas vezes não.
Então é só utopia.
Quando eu quiser lembrar abro aquela caixa de lembranças, ouço as músicas, sinto o cheiro...Nada melhor do que o nosso porão mental.Tudo é guardado, fica empoeirado, mas não é esquecido.
(Falando em apagar algumas lembranças, estas habitam minha mente com mais força e clareza.Como sempre).
sábado, 28 de junho de 2008
"Quando se tem 17 anos, um mês equivale a uma vida"
Frase simplória, mas profundamente verdadeira, citada na série Anos Incríveis, cujo roteiro surpreendentemente fala sobre MUDANÇAS, em especial na adolescência.
Encontrei essa frase, seguidas de muitas outras que de algum modo retratam o que eu tenho passado.
Dúvidas, decepções, crescimento e uma única certeza: tudo muda, de um jeito ou de outro.
E na minha cabeça por vezes pessimista, mudar era o pior que podia acontecer.Mas não é.
Temos que lidar com situações das mais inesperadas e surpreendentes.Situações que nunca voltam a ser as mesmas, ou situações que te trazem de volta para um lugar em que tudo parecia não mudar.
E há a nostalgia(quem nunca sentiu isso?) de uma conversa que há tempos você não tinha, e quando teve, mudou tudo.Simplificou tudo.Alegrou tudo.
E de novamente, você cair na tentação e encher a cara, ligar para o melhor amigo e desesperadamente chorar.Como costumava acontecer.
De aumentar o som , usar o controle remoto como microfone e cantar bem alto: "If it makes you happyyyyyyyyyyyyyyyy, it can't be that baaaaaaad..."Porque assim, a gente se sente mais vivo.
Os pensamentos da série vieram a calhar.Eu precisa olhar de forma diferente para aquilo que eu sempre tive medo...Ou para o fato de que esperar e idealizar o modo como as coisas devem ser, faz com que percamos aquilo que realmente é importante: viver.
A verdade é que existem coisas que estão fora do nosso alcance.Crescer e mudar representam isso.E o bom dessas duas coisas é que elas trazem o novo, que apesar de assustador, é, ao mesmo tempo, fascinante.
No momento, as idéias estão confusas dentro de mim.Provavelmente, eu esteja a caminho de mudanças.
Com toda certeza, estou crescendo.
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Sobre ele
Sinto-me obrigada a falar sobre...Ele.
E de como, da maneira mais simples, ele mudou minha vida.
Ele é o tipo de pessoa que todos deveriam ter por perto.A maneira como ele se aproxima de todos e deixa um espaço para que cada um se acomode e se sinta a vontade.Ele é um excelente amigo, e quem vive perto, às vezes nem tão perto assim, sabe que ele é muito especial.A preocupação que ele tem com os amigos, o cuidado, a presença, chega a ser invejável. Poucas pessoas são capazes de agir da maneira que a palavra amigo exige.Mas ele...ele consegue.
Cada momento com ele é o máximo.Ele faz com que tudo seja inesquecível.Como um chute na carteira na sala de aula quando nem nos falávamos.Como o dia em que saí correndo atrás dele pela escola e, quando chegamos na sala de aula, ele me pendurou de cabeça para baixo.Ou o dia em que só ficávamos conversando nos intervalos, inventando um monte de besteira, falando sacanagem.
Não seria incomum se eu me apaixonasse por ele.Até porque é impossível não olhar para ele e se sentir mais vivo.Mais livre.Mais feliz.
Pisciano, desorganizado, consegue alterar o timbre da voz em 5 segundos, irritante, inteligente (consegue resolver questões de matemática que eu acho super ultra mega difíceis pelo telefone em 2 minutos), carinhoso, companheiro, sensível, dramático, estressado e estressante(viver no ritmo dele cansa!), Amigo, honesto,criativo (até hoje lembro de um trabalho de Radioatividade que ele fez no computador, ficou maravilhoso), bobo, engraçado (demais, demais...), lindo (do modo que a palavra tinha antigamente), justo, sincero, único.
O que faz dele ser único, se muitas das características citadas muitas pessoas possuem?
Só ele consegue fazer comparações esdrúxulas das pessoas .Um exemplo: 'Aquele menino parece uma maleta dobrável'...
Só ele consegue comer muita, muita, muita besteira sempre e não passar mal e nem ter problemas de saúde.
Só ele tem aquele sorriso.
Só ele tem aqueles olhos.
Só ele consegue esquecer das coisas que acabamos de falar.
Só ele sabe cozinhar as coisas que eu mais gosto.
Só ele fica bonito com qualquer roupa, de qualquer jeito.
Só ele consegue falar frases que na boca de qualquer pessoa são banais, mas que na dele, são leis.
Só ele tem o melhor cheiro do mundo.
Só ele me agüenta de TPM.
Só ele acordava cedo e colocava meu leite na geladeira para eu tomar quando acordasse.
Só ele me deixa sem graça.
Só ele me deixa com raiva.
Só ele anda de cueca pela rua.
Só ele é sensato.
Só ele é coerente.
Só ele perde para mim no totó( ganhou uma vez só...)
Só ele quer que eu aprenda a mexer no computador.
Só ele me espera quase 3 horas numa consulta.
Só ele reclama dos meus hábitos alimentares.
Só ele me faz entrar numa sessão de cinema sem pagar...
Só ele me faz parar de beber.
Só ele sabe matemática.
Só ele é abstrato.
Só ele consegue mexer no Excel.
Só ele consegue me prender numa ligação durante 7 horas.
Só ele tem uns sonhos, digamos, malucos.
Só ele me levou para a praça vazia, num dia de chuva, sem guarda- chuva e ficou lá comigo durante um bom tempo.
Só ele faz o melhor alfajor do mundo!
Só ele me carrega no colo quando vamos passar por uma poça.
Só ele fala:'Vai pro canto'quando estamos andando na rua.
Só ele é lindo enquanto dorme.
Só ele é lindo quando está acordado.
Só ele faz vários planos para o nosso futuro.
Só ele me deixa com muito ciúme.
Só ele faz tudo ficar bem.
Só ele faz dar certo.
Só ele me abraça enquanto eu durmo.
Só ele consegue falar mil palavrões com um olhar.
Só ele compra doces para mim.
Só ele me ouve falar sobre Clarice Lispector e Dawson's Creek.
Só ele usa o aparelho de anos atrás só porque eu gosto.
Só ele emagreceu quase 20 quilos em um ano.
Só ele esteve ao meu lado quando eu precisei.
Só ele consegue escrever muito bem.
Só ele é capaz de transformar o comum em algo sensacional.
Só ele conseguiu me fazer escrever tudo isso.
Só ele me dá os melhores presentes.
Só ele me faz rir.
Só ele me faz chorar.
Só ele é a pessoa certa para mim.
Só ele conseguiu mudar a minha vida.
Só ele é o meu oposto.
Só ele é meu melhor amigo.
Só ele é minha inspiração.
Só ele é minha alma-gêmea.
Só ele, só ele.
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Sobre as decisões
Naquele momento parecia tão certo.Quem me dera saber as consequências.Não há placa indicando retorno.Não há possibilidade de voltar atrás.Tentativas vãs de reparo.Será que a tão esperada mudança foi tanta ao ponto de questionar atitudes antes consideradas corretas e sensatas ?A nossa mente é traidora.Pega e peca fundo na sensibilidade que não podemos ter em momentos como esse.Ela emoldura pinturas de um passado longíquo, mas perfeito.Nem o olhar mais atento ousaria prever um futuro difuso, agora presente.
Não era esse o papel que eu queria.O papel da dor, da corte, da vítima.O papel que muitos almejam por ser difícil, complexo, amargo, decisivo.Odeio dificuldades ( ela gostava de desafios).Detesto decisões (ela era taxativa).Mesmo assim, matei minha personagem.
Não era esse o papel que eu queria.O papel da dor, da corte, da vítima.O papel que muitos almejam por ser difícil, complexo, amargo, decisivo.Odeio dificuldades ( ela gostava de desafios).Detesto decisões (ela era taxativa).Mesmo assim, matei minha personagem.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
A gente precisa, nos dias de hoje, se sentir vivo.
Ainda não aprendi completamente como é sentir isso.Às vezes, é mais cômodo passar pela vida e não deixar nada, não levar nada, não aproveitar nada.Preguiça de viver é foda.
Quantas vezes não dá vontade de ficar debaixo do edredom, curtindo a maior solidão, do que encarar o frio e a chuva lá fora ?É tentador.É cômodo.Mas é desperdício de tempo.
Claro que tem o outro lado.Dependendo da situação, realmente é bem melhor ficar em casa, sem mover um dedo do pé, para evitar que alguma catástrofe aconteça.Porém, esse receio constante, o medo de arriscar, nos prende num mundo de impossibilidades.Conceito oposto ao de vida, na minha opinião.Viver é uma sucessão de tentativas que ora dão certo, ora não.Isso é lindo na teoria.Viver, às vezes, cansa.
Ainda mais quando parece que a hora de dar certo nunca chega.Faz com que tudo pareça uma conspiração do universo contra você resultando em uma série de sentimentos não muito agradáveis.
Estou escrevendo isso porque me deu vontade de entender o porquê de eu estar vivendo tão pouco, sendo que eu tenho bons motivos para viver.Apesar de odiar frases exageradamente otimistas que idealizam inúmeros sentimentos, acredito que a força da vida está mesmo dentro de nós.Naqueles momentos em que sentimos "borboletas no estômago" ou nos sentimos incrivelmente felizes ou incrivelmente tristes pois "cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é". Se é algo genuíno e está ligado ao "eu", não deve ser tão ruim assim.
Não compreendi tudo ainda, mas estou a caminho.
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