quarta-feira, 7 de julho de 2010

Desabafo (ou o que as palavras poderiam dizer)


Eu estou feliz. Não pela tarde de ontem. Não por ter ao meu redor pessoas que me querem ou admiram. Nem por ter me resolvido, por assim dizer, com alguém cujo nome eu sequer conseguia ouvir há dois dias atrás. Eu quis me libertar da raiva. Eu quis seguir em frente. E de todas as coisas que eu poderia me orgulhar de ter feito, de longe, essa é a melhor delas.

Eu estou feliz. Em fonte grande e em negrito. Simples assim. Ponto final. Sem justificativas, sem motivos aparentes. Não estou com ninguém, não estou sozinha. E, ainda assim, estou feliz. Comigo mesma.

Meu Deus, que essa felicidade seja duradoura. Que seja real, verdadeira e constante. Que a minha cabeça esteja sempre iluminada pra fazer coisas boas. Para amar e ser amada. Para cativar os melhores amigos. Para ser tolerante e equilibrada. Para pensar antes de agir e saber dizer não, mesmo quando eu poderia dizer sim. Para desligar o telefone na hora certa, como agora.

"Quando você deixou de me amar, aprendi a perdoar e a pedir perdão." (Vinte e Nove - Legião Urbana)

Alguém me belisque, porque eu estou sonhando.

O melhor de se libertar da raiva é nunca mais precisar senti-la.

Isso faz sentido?

A vida é curta. E nesse momento chamado AGORA, eu estou feliz. E nada mais importa.

domingo, 27 de junho de 2010

...

E eu vou cantar em alto e bom som
Gritar a felicidade em tom de carnaval
Aproveitar cada segundo com toda vontade
Sem deixar o melhor para o final

Cada dia é uma chance nova
Pra mudar, soltar a voz, declamar poesia
Tomar banho de chuva andando devagarinho
Deixando cada gota fria ser sentida

Nada do que passou importa agora
Quero dançar como nunca ousei
Beijar com ardor, sentir todo o prazer
E poder amar como nunca amei

Meus lábios estão preparados para sorrir
Minhas mãos abertas para agarrar a mais legítima alegria
Prendê-la aqui, bem fundo no meu peito
Para nunca mais deixá-la fugir.




segunda-feira, 7 de junho de 2010

Acabou...até que acabe.


Acabou.

Simplesmente acaba e você sabe quando acaba. Às vezes é muito difícil explicar, enumerar razões, inventar motivos.

Quando você se dá conta, acaba concordando com Cazuza, " o nosso amor a gente inventa pra se distrair/ e quando acaba gente pensa que ele nunca existiu..."

Parece que os momentos vividos ficaram perdidos no passado, não há saudade, não há raiva, não há nada. Porque acabou. Dar-se conta disso é um processo posterior ao ódio, à mágoa, a possíveis reconciliações, ao ouvir músicas depressivas, ao querer morrer, ao querer matar. Dar-se conta disso está intrínseco àquela sensação de liberdade que você sente ao pôr os pés na areia de uma praia deserta, pela manhã. Dá vontade de gritar. Dá vontade de pular. Até de chorar, mas um choro bom, porque você está livre, porque você pode.

Por mais que palavras tenham expressado reais intenções e sentimentos no fatídico momento em que "não dá mais certo", o estado de "acabado" surge quando você menos espera. Por mais óbvio que pareça, isso ainda te surpreende. Você escuta aquela música, lê aquela carta ou vê aquela foto e não sente nada. Isso mesmo: NADA. Saber que acabou é assustador. SENTIR que acabou é entorpecente.


É, então...acabou.

Lá dentro de mim.


domingo, 30 de maio de 2010

A Fuga (ou o crime perfeito)


Abri o armário. Joguei todas as roupas em cima da cama. Abri a mala. Sem pensar, coloquei algumas delas ali dentro, junto com alguns livros, alguns discos, algumas lembranças.
Coloquei minha surrada calça jeans, aquela de que mais gosto e que me dá mais coragem nesses ímpetos de aventura. Peguei algum (pouco) dinheiro, meti no bolso. Me olhei no espelho. Pensei: 'Tem que dar certo.' Pus uma camiseta, prendi o cabelo, calcei meus sapatos e fui. Para nunca mais ou para um novo sempre.

Porque às vezes, muitas das vezes, a gente tem que escapar. Da cena do crime, da nossa casa, da saudade, da dor. Ou, quem sabe, a fuga é da solidão.

Porque ficar sozinho por aqui não dá.

Então, ficarei sozinho em outro lugar.



sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Sobre o tempo (e sua passagem)


Esse tempo foi dado com algum propósito que sequer me lembro. Talvez muito tempo tenha se passado desde a última vez em que nos perguntamos para onde estávamos indo. Sequer chegamos a algum lugar. Na verdade, nem sei onde estamos agora. Sei que o tempo não parou para que consertássemos o que havia de errado.
O tempo passa e as coisas mudam, nem sempre mudam para o que ansiamos. Queremos sempre mais. Mais amor, mais confiança, mais honestidade. Já é tarde, e, no fim do dia, restam apenas dois corações separados, distantes, descrentes, sentindo falta.
Falta tudo e o que menos importa é tempo.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Ao (s) Thiago (s)


Eis que um dia, há algumas semanas,  passando pelo mesmo caminho de sempre, observo uma pseudo-pichação em Liquid Paper numa mureta.


Thiago, eu te amo. ASS.: Você sabe.


Eu não estava num dia muito bom, estava estressada como sempre, cansada, mas às cinco e alguma coisa de uma tarde muito quente, eu sorri ao ler a inscrição.

Quem é o tal Thiago? Não sei e muito provavelmente não saberei. Imagino que todos os Thiagos que param ali e observam tal declaração devem se sentir amados por suas respectivas namoradas ou amores platônicos, ou sentem apenas um certo orgulho de ter seu nome fazendo parte de uma história de amor. Ou imaginam se aquele tal alguém que ele sabe quem é finalmente teve a coragem de se declarar ou, de repente, de pedir desculpas... Não sei. Talvez seja mais uma prova de amor, mais um motivo de inspiração que enfeita muitas ruas por aí....

De quem será a autoria da frase que me motivou a escrever esse post? Há certo ar de suspense, mas não convém a mim desvendar esse mistério. O amor e todas as suas nuances renderiam uma boa trama, com toda certeza.

Só sei que pensei nisso e hoje quis compartilhar e dizer que você, Thiago, é um cara muito sortudo! Todos os outros Thiagos também, pois houve aquela pequena esperança de que a mensagem fosse destinada a vocês. E foi. E isso é mágico.


terça-feira, 19 de janeiro de 2010

E no fim.


E embora não haja coerência em ações, palavras e nãos, ainda penso em vários ses.
Não era suficiente. Digo agora: me basto.
O que importa de verdade, não é mesmo?

Uma vez ouvi de sua boca que o medo de não fazer falta é latente.
Faça falta para alguém. Um outro alguém. Ninguém. Que me lembre ou que seja como eu. Pois não há e não é.

Viva a sua vida, não me telefone e esqueça que me magoou. Vou tratar de esquecê-lo também. Para o meu bem.