sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Ruby Tuesday

"Don't question why she needs to be so free
She'll tell you it's the only way to be
She just can't be chained
To a life where nothing's gained
And nothing's lost
At such a cost..."

(Mick Jagger/ Keith Richards)



Ela entrou no mesmo bar de costume, como sempre, sem se perder em conversas evasivas. Ela só queria se perder. Ela entra, pede sua bebida, dá um gole, olha para os dois lados, não compreendendo aquela monotonia, não entendendo se era algo interno ou o ambiente é que a trazia, acende seu cigarro, afinal, com um trago, qualquer dúvida é respondida.


Olha para o homem que está sentado numa mesa bem distante de onde ela está. Ele é velho. Bem mais velho. Uma barba espessa e branca cobre boa parte do seu rosto  marcado por grandes sulcos. O tempo deixa marcas, ela pensa. E, de algum modo, aquele rosto lhe parecia familiar. Ela impulsiona seu corpo para a frente, deixando de apoiar um dos cotovelos na mesa, força o olhar mas não consegue enxergá-lo com clareza. Há fumaça em todo o ambiente, um forte cheiro de cerveja, o som da jukebox se confunde com os gritos de alguns rapazes jogando sinuca numa outra mesa.

Observar a vida dos outros era atividade interessante, fazia com que ela tirasse um pouco o foco de tudo que dizia respeito a si mesma. Bastava de egoísmo. E, por uma questão de ego, ela buscava um sentido qualquer, porque nenhuma filosofia lhe satisfazia. Sentido , direção. Ela estava perdida.

Naquele tempo em que ficou ali, não conseguia tirar da cabeça a idéia de que aquele homem fazia parte da sua vida. Deja vu. Já esteve naquele exato momento, exatamente assim, em algum lugar no passado.

Louca, pensava consigo mesma se ele sentia a mesma coisa, como se esse encontro houvesse acontecido antes. Mas ele não respondia aos seus olhares investigativos.

Sua cabeça já parecia não funcionar corretamente. As luzes do bar pareciam cegar seus olhos, a cada passo que dava sem direção, ela já não sabia mais se estava sobre os próprios pés ou se já tinha passado das oito doses de whisky.

O único pensamento lúcido que lhe ocorria naquele momento era de que ela só encontraria as respostas que tanto procurava se falasse com aquele homem.

Quanto mais ela se aproximava dele, estranhamente, mais ele se distanciava. So fucking high. Bêbada, tentando entender alguma coisa, tentando ter controle. Tentando não chorar no meio de tantos homens e mulheres sem destino, mas cheios de ilusão. Bem como ela.

Fumaça cada vez mais densa, passos cada vez mais tortuosos e trôpegos, cigarro manchando seus dedos, e a ansiedade, a angústia, a dúvida. A certeza de que não havia nada ali que fosse mudar a sua vida. Ou fazê-la encontrar sua identidade, perdida em alguma esquina.

Então, ela começava a ouvir um som familiar. Uma velha canção dos Stones. Sua preferida. Com uma das mãos agitava seu cigarro, com a outra tentava trazer mais nitidez ao seu caminho, dissipando aquela nuvem que se formava em sua frente.

Encontrara um espelho. Mirava seu olhar, com certo receio e muita surpresa, sobre si mesma. Observava seus lábios se moverem acompanhando aquela melodia. Não se sentia mais tão perdida. Literal e ironicamente, ela se encontrara. Ela se sentia estranha, talvez. Mas não somos todos estranhos a nós mesmos?

Um espelho, obviamente; em que todas as perguntas são respondidas, onde a verdade é desvendada. Um espelho: ali a gente encontra uma saída.


"Goodbye, Ruby Tuesday, who could hang a name on you, when you change with every new day, still I'm gonna miss you..."



terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Divagações

"Se você é coerente consigo mesmo, o resto é suportável. Eu suporto."
(Hilda Hilst)


É mais difícil do que eu supunha. Quero dizer, lidar com as pessoas é um trabalho árduo. Cada ser humano é ímpar, dotado de milhões de complexos, neuroses, defeitos e virtudes. Algumas dessas sabem lidar muito bem com essa caixa de pandora que trazemos dentro de nós. Outras perdem a batalha contra o ego e o orgulho, levando a uma sequência de desastres no que se pode chamar relação humana. Se adequar em situações assim sem perder a cabeça e a identidade é bem complicado. Sem perder a fé também. Não podemos mudar ninguém a não ser nós mesmos. Não vale o esforço e nunca chegaremos a um resultado. Nascemos sós, temos uma personalidade, convivemos com as pessoas e morremos sós. Simples assim. Viver é de um egoísmo imenso. Se você parar para analisar a lógica da existência, a primeira pessoa do singular é o pronome mais empregado no percurso. 'Estou namorando porque eu quero companhia.' 'Estou estudando porque eu quero ter um bom emprego e, com ele, eu quero ganhar dinheiro.' Eu, eu, eu. 
Às vezes, deito no chão do meu quarto, tranco a porta, apago a luz e fico pensando na vida. "O que há de interessante nisso?", você indagaria. Eu simplesmente não me encaixo no molde atual da humanidade. Eu sinto que não pertenço a esse lugar. Dedico tempo demais pensando em como melhorar o mundo a minha volta, tentando entender certos comportamentos, tentando encontrar explicações para o inexplicável. Não sei se o problema é comigo, com meus pensamentos e meu modo  de enxergar a vida ou se é a humanidade que anda, com o perdão da paráfrase, desumana mesmo. A sociedade e certas figuras (a maioria esmagadora, diga-se de passagem) que a compõem me enojam. Pela hipocrisia, pela corrupção, pelas desigualdades, pela falta de amor, de perdão, de caráter, pelos preconceitos infundados, pela intolerância, pela injustiça, pelo ódio. A sociedade é um reflexo tosco da mente das pessoas. Só quando a gente lida com certas situações que passamos a compreender o porquê de estarmos onde estamos. Estamos a beira de um abismo.Para onde estamos indo? Não sei dizer ao certo, mas sabe o fundo do poço? Não é nada bonito.



"Deus, dai-me a serenidade para aceitar as coisas que eu não posso mudar, coragem para mudar as coisas que eu possa, e sabedoria para que eu saiba a diferença."

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Fragmentos


(Relendo meus arquivos, fiz uma pequena seleção de trechos de emails que escrevi desde o ano passado, emails que me fizeram pensar, refletir, indagar e sentir. MUITO. Resolvi compartilhar...)



Você não pode depender dos outros e nem culpá-los pelo que quer que seja. Sua felicidade não é incompleta porque você está sozinho ou porque seu melhor amigo e você brigaram, ou porque o seu pai é muito rígido e seu trabalho é uma bosta. Você é infeliz porque você está infeliz. Todas essas coisas são circunstâncias e reflexos de algo que acontece com você. Pensa: no momento em que você está mais feliz, parece que tudo em volta está perfeito também. Você está em paz consigo mesmo. Você precisa resgatar tudo isso. A melhor coisa de chegar no fundo do poço é aquela possibilidade de poder sair. Porque nada é pra sempre. Mas sair de lá demanda esforço e não é fácil voltar para um momento anterior àquele em que tudo passou a dar errado e acabou estragando tudo. A vida é sua e você pode mudá-la a qualquer momento. (...)
Eu acredito em você. Conheço o seu potencial e reconheço o seu valor. Você vai encontrar o caminho de volta. Basta você querer. E acreditar que você merece.(JUN/2010)

Não é fácil. Em se tratando de amor, nunca é simples. Quer dizer, nunca tive uma experiência tranquila. Sempre vi o amor como aquela coisa mítica, bonita, que supera tudo e todos, que vence no fim, que tem que doer pra ser real, que muda a sua vida. Até muda...por um certo tempo e, às vezes, não exatamente do jeito que nós imaginamos.
Sabe o que complica mais as coisas? A imagem que nós fazemos do relacionamento quando acaba. Relembramos apenas as coisas boas, os momentos felizes, as juras eternas...e esquecemos que se o namoro acabou é porque havia algo de errado. Porque houve lágrimas, brigas, frieza, distância. Não peço que remoa esse sentimentos ruins, não. Mas seja realista nesse aspecto. Não superestime os bons momentos nem subestime os maus. Pondere.
Confesso que hoje a dor surgiu menos doída...Quer dizer, quando você é ignorado dói, por mais que digam "ahh, o problema é dele, é ele quem está perdendo" ou "ele não te merece" ou "esquece ele". Não era nem amor, quem sabe um projeto de, talvez porque ele estava me fazendo um bem danado e eu esteja chateada por puro egoísmo.  Porque passei a ansiar pelos encontros, pelos beijos, pelos olhares. Porque dediquei textos e músicas. Porque senti falta. Porque eu me sentia viva e feliz com ele. Eis o problema: a gente NUNCA deve depender de terceiros para ter tais sensações. Deveríamos nos bastar. Na realidade não é bem assim...Por isso quando a gente desencanta, os abismos aparecem. Dentro da gente. A gente tenta preencher os vazios, planar por cima deles...Na verdade, a gente tem mesmo é que saltar.(AGO/2010)

A vida é muito curta. Por mais banal e clichê que soe, mas é a mais pura verdade, não podemos ficar correndo desesperadamente atrás de algo que talvez nem valha mais a pena, sabe? Ontem à tarde eu fiquei deitada na cama pensando muito...E escrevi isso: " Às vezes você está tão preocupado em juntar os cacos que acaba destruindo tudo em volta. Deixando tudo aos pedaços por puro egoísmo. Às vezes é inconsciente. Muitas vezes é de próposito. Porque a gente passa a ver tudo em escala cinza. E acaba destruindo tudo o que pode vir a ser colorido..." " O amor é uma ferida aberta. Você toca fundo, tenta fazer curar. Só que a dor passa pra você. A dor te consome. Como se a ferida exposta fosse te tomando por inteiro. E o único jeito de se livrar é amputando uma parte. Não é do braço que falo. É do coração." (SET/2010)

Nada é pra sempre...talvez as coisas boas e ruins tenham, ambas, um prazo...Quem dera se a gente pudesse eternizar os bons momentos e fazer com que o tempo passasse rápido nos maus...Não dá. Tudo tem seu tempo mesmo. Tudo tem uma razão de ser. Um amigo meu disse que não dá para viver a vida sem tirar uma lição de tudo o que acontece conosco. Isso é verdade. Como Renato Russo cantou : "Quem pensa por si mesmo é livre/E ser livre é coisa muito séria/Não se pode fechar os olhos/Não se pode olhar pra trás/Sem se aprender alguma coisa pro futuro"
Talvez o nosso problema seja esse de analisar muito tudo o que nos circunda e que está dentro da gente. Temos, humanos que somos, a tendência de pôr a culpa no outro...sim, muitas vezes o erro é do outro, mas ficar remoendo isso não muda nada nunca. Ainda mais se a pessoa não se conscientiza do mal que fez/faz. O mais sábio é tentar ver seus erros e falhas e tentar ser alguém melhor, mais aberto, e livre, por que não?(SET/2010)

Mas a cada dia mais me convenço de que essas atitudes só fazem sentido para nós - as sonhadoras, as românticas, as boazinhas - a maioria, com o perdão do termo, caga e anda se nós perdoamos, se nós fizemos sacrifícios e nos importamos. Simplesmente cagam e andam. Porque o ápice da coragem deles foi nos decepcionar. Gastaram todo o esforço nisso. Não sobra nada além e eles seguem em frente, sem remorsos. Não há muito o que se fazer. (SET/2010)
Se, se, se, se...Todos malditos. Nunca na história da gramática essa palavra representou algo concreto. Eu só quero ser feliz. Só isso. Não é muito.(OUT/2010)

E o medo? O que fazer com o medo? Sempre constante nas nossas vidas, nos paralisando, nos deixando no estado confortável da inação...A vida está aí e nos espera. E as pessoas mais felizes que eu conheço são aquelas que se arriscaram.(OUT/2010)

Você merece e será muito, muito, muito feliz. Tome esse tempo como um aprendizado, uma análise de tudo o que aconteceu e se fortaleça diante de tudo. Nenhum sofrimento é eterno. A felicidade acontece quando a gente menos espera. "Não há nada a ser esperado. Nem desesperado." Tudo tem seu tempo. E, enquanto ela não vem...Antes com um sorriso nos lábios que lágrimas nos olhos, né? (NOV/2010)

Eu só quero que, como você escreveu de forma linda, a gente possa se amar de verdade. E, em se amando, sendo capaz de esbanjar esse amor por aí. Porque a gente atrai o que a gente sente. E eu quero que a gente sinta o amor, seja como for.(JAN/2011)

Ah, eu adoro esse tempo. Ainda mais que essa chuva estava demorando a cair, tava um calor horroroso por aqui...Aí fico deitada, ouvindo uma música ou lendo um livro, com aquele barulho bom de chuva na janela...Fico realmente encantada, vai entender...Acho que sou meio louca, quer dizer, acho que todo mundo que é envolvido com artes de algum modo não é normal . Mas é uma anormalidade muito positiva, na minha opinião. Eu olho pro mundo com olhar desacostumado, sabe? Tudo ainda me surpreende, as coisas mais simples me deixam extasiada. Acho que eu vejo poesia em tudo.(FEV/2011)

domingo, 30 de janeiro de 2011

Intimidade

É com uma das mãos, de leve, afastar o cabelo dos olhos, deixando-a deslizar suavemente pela pele, pelo rosto.
É beijar com os olhos bem fechados, e quando o beijo para, olhar nos olhos com um grande sorriso.
É dormir no abraço do outro, aconchegando-se no peito, encostando a cabeça no pescoço.

É sentir o gosto dele na boca quando ele não está.
É diferenciar o seu cheiro de qualquer outro.

É brigar feio numa noite e ficar de um lado para o outro na cama, sem dormir, por não conseguir imaginar a vida sem ele.
É ceder de vez em quando porque fazer as pazes depois de uma briga é uma das melhores sensações já vividas.
É adivinhar o que ele pensa. É olhar nos olhos dele e sentir que você realmente tem muita sorte.
É conviver pacientemente com os seus defeitos. É admirar mais do que qualquer um suas virtudes.
É morrer de ciúmes quando ele fala de alguém só pra te irritar. É saber que ele sabe como isso realmente te irrita e que o faz só para provocar.

É saber que o tempo corre quando se está junto.
É sentir saudade quando ele se ausenta por dois segundos.
É fechar os olhos e não ver nada além dele: o homem mais lindo desse mundo.

Intimidade é, em estando juntos, ambos se tornarem um.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Clarice


"Eu sou um pássaro
Me trancam na gaiola
E esperam que eu cante como antes..."
(Renato Russo)


Você já mediu a profundidade de um corte? Isso não me interessa, baby. O que me importa é  ver o sangue pouco a pouco jorrar e manchar a minha pele branca. Contraste, entende?
Doce sinfonia dos gemidos abafados pelo travesseiro.  Cabelos ensopados de suor, de lágrimas e de incertezas. Essa máscara me caiu muito bem. E, por genuína vaidade, paro para me olhar no espelho, encarando a minha pior metade. E as gotas rubras escorrem pelos meus dedos, pego um papel e começo , com orgulho, a escrever minha carta-testamento.

Estou muito cansada. A dor chega me dissecando de todas as formas e eu não posso mais comigo.  Parece que o fardo pesa demais nessas horas e eu não encontro abrigo. A solidão me acompanha com essa lâmina e isso nunca foi o bastante. Tantas vezes eu apenas chorei, abraçando meus joelhos, com vergonha de mim mesma por não ser tão forte assim. Mas penso no que chamam força e vejo tantas incoerências. O mundo é absurdo e exige de nós uma força hercúlea pra lidar com a vida. Eu não quero socorro. Eu quero a liberdade de estar na minha própria pele com conforto. Da maneira que as coisas tomaram seu curso, passei a odiar cada parte do meu corpo e da minha alma, se existe alguma. Eu só queria viver, baby.  E acho que viver foi sendo subestimado. Viver é fácil para  os entorpecidos pelo poder, seja ele qual for. Eis o preço que paguei para ser quem eu sou. Temos algemas mentais. Aqueles que tentam rompê-las sofrem demais. Sofri muito acreditando na beleza da vida. Até tudo virar cor e pó. Cinza. A felicidade é um olhar diferente para cada ser humano. E ser humano às vezes é ser infeliz. É ser magoado, é ser humilhado, é ser traído e não-considerado. Às vezes ser humano é só ser. E isso, baby, não tem graça alguma.
Em não sendo, vou tentar me adequar, onde haja a permissão para que eu seja fraca e sensível. E que a dor desapareça. Que eu enlouqueça, porque de coisas normais eu já estou cheia.
A propósito, mudei de identidade. Meu nome agora é Clarice. E à outra que morava em mim digo: desapareça.



 Clarice só tem 14 anos.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Elegia


Desvarios perpassam esta mente inquieta
Maré revolta quando surge a tempestade
Ora espero a bonança tão tardia
Ora devaneio sobre a infeliz realidade

De sentimentos pretéritos  jaz apenas o vazio
Ínfimo companheiro das noites de solidão
A repousar em meio leito agora frio
Disseco a fria carne do que chamam ilusão

Chores sob o mármore, desfila teu aparente luto
Neste chão não há estrelas, quiçá beleza
Sob os olhos do luar, não te emudeças
Que se transforme em lágrimas tua falsa tristeza

Abençoados os amantes que não tiveram desenganos
Cultivo flores , escrevo um epitáfio, restauro o altar
Para ti, Amor, que me causaste tamanho dano
E, com tanta frieza, foste capaz de me matar.


2011


Que a infinitude dos grãos de areia  esteja sempre  disposta a deixar marcados nossos passos.
Que a onda do mar seja forte o bastante para nos impulsionar e singela o bastante para não nos tragar.
Que nem o sol, nem a chuva nos castigue. Que não haja secas, nem enchentes. Que o sol nos ilumine sempre e que a chuva possa nos molhar.
Que a paz possa ser cativada em todos os lugares. Que não tenhamos medo de andar pelas ruas. Que haja segurança sempre.
Que as guerras cessem. Chega de bombas, armas, mortes. Nunca gostei da palavra bélico. Que seja substituída por tudo o que há de mais belo.
Que haja encantamento pela natureza, pelos animais, pelas flores, pelos mares.
Que a arte permeie e embeleze a vida de cada ser humano.
Que se extingam todos os preconceitos e que compreendamos o quão importante é a tolerância.
Que nos interessemos mais pela caminhada do nosso país através da política. Que haja consciência e boa-vontade.
Que saibamos que três simples coisas nos bastam para uma vida menos difícil de ser vivida: força, fé e coragem. O medo é uma grande fraqueza, nos deixa estáticos. O medo paralisa. Então, que haja movimento.
Que sejamos mais simples e não nos percamos nos labirintos da inveja, do consumismo ou da ganância.
Que saibamos perdoar e pedir perdão. Que o rancor e as mágoas sejam descartados imediatamente. Não quero que uma briga qualquer no passado se transforme em tumor quando eu estiver na terceira idade.
Que o amor, quando bater à nossa porta, seja de imediato reconhecido. Que dure. Que seja real. Que seja incrível.
Se o amor, se era amor, decidir sair, que saibamos deixar as portas abertas. Que o sofrimento não dure mais que o necessário. Que a ferida seja rapidamente cicatrizada.
Que haja equilíbrio.
Que façamos algum exercício frequentemente tanto para o corpo quanto para a mente. Corrida e palavra-cruzada são de extrema valia.
Que cantemos quanto tivermos vontade, dancemos quando a música parar. Que sejamos autênticos. Não há nada mais patético do que tentar viver uma vida que não é sua.

Essa é a sua vida. Que ela seja como você quiser. Que seja boa, que seja tranqüila. Que seja doce.


Que assim seja.

Feliz 2011.