sábado, 10 de outubro de 2020

Hoje me deu saudade do Rio.
Uma saudade tão forte que embaça o meu olhar.
O Rio tem outra energia.
Bossa nova, funk, poesia
Cerveja no meio da tarde
E no fim do dia.
E você reconhece as pessoas
Do bar, dos desencontros
Do trabalho, dos acasos
Amigos há cinco minutos
Pra toda a vida.
E você ama
Sem freio
Sem preconceito
Sem pressa de chegar
Sem hora pra acabar.

Acho que é o efeito da maresia.
Balança os cabelos
Eriça os pêlos
Movimenta a rotina
Obriga a gente a contemplar
A paisagem
A linha infinita
No Rio a gente não sabe dizer o que é céu
O que é mar

A gente pode até sair do Rio
Mas o Rio mora dentro da gente
O Rio é insistente
Quase sempre é convincente
O Rio, de braços abertos,
Espera a gente voltar.
Traçar minhas rotas
Alterar as placas
Apontar com os dedos a direção dos meus anseios
Desenhar meus mapas
Meus pés seguirão os caminhos
Não tenho pressa quanto ao destino
Onde meu coração estiver
Eu fico.


sábado, 3 de outubro de 2020

Estava olhando as fotos do seu feed e a saudade foi ficando maior. E aí me dei conta de como a saudade está aqui sempre, persistente, latente. E basta um olhar mais atento pra recordar. E recordar, etimologicamente, é passar de novo pelo coração. Que é onde você mora.

Hoje o sol entrou em libra, o signo da beleza, da justiça, das artes, da leveza, o meu signo preferido, o seu signo.

Te escrevo para não esquecer. E pra você também poder lembrar.
O maior presente da minha vida foi te conhecer.

(Em 23/09/20)
Tudo vai bem no meu mundo. E entrego a Deus e ao Universo os meus anseios, na esperança de que eu encontre as respostas aos meus questionamentos.

Estou aberta. 
Estou presente. 
Estou no centro.

O que vier eu recebo. 
E agradeço.

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Mantenho meus olhos abertos
E atentos
Voltados pra você 
Cada instante juntos
Renova o encanto
E me apaixono todos os dias
Como se fosse a primeira vez

(vendo ele tocar violão)

sábado, 12 de setembro de 2020


"Saber-se 
fonte única de si
alucina."

(Ferreira Gullar)

terça-feira, 1 de setembro de 2020


Hoje o dia amanheceu abarrotado de nuvens cinzas. Oito horas da manhã e anoitecia.
Portas batendo, cabelos revoltos com o vento, sinais mais fechados que abertos.
Apressei o passo pra não me molhar, bastou que eu atravessasse a porta de casa para o céu chover copiosamente. 

Agora estou aqui, aquecida, sob um azul limpo e iluminado.

Eu me permito deslumbrar com essas delicadezas.
Insisto em me manter aberta a esse encantamento diário. Estou aprendendo a admirar a impermanência dos dias, as incertezas da vida, sua transitoriedade.

Nada é. 
Tudo está.

A natureza ensina. 

A verdadeira beleza é compreender que o que quer que aconteça, isso também vai passar.