domingo, 27 de dezembro de 2015

Que cada nascer e pôr do sol tragam consigo uma oportunidade de nos tornarmos alguém melhor.
Que independente da estação, se inverno ou verão, sejamos fontes inesgotáveis de luz e calor.
Que tenhamos força para enfrentar o mundo de peito aberto e coração tranquilo, que nossas armas sejam sempre a gentileza e o respeito. Além de belos sorrisos.
Que sejamos gratos ao Universo pelo processo de cura chamado tempo, que permite cicatrizar as feridas e amenizar a dor.
Que a maldade do mundo não nos corrompa ou embruteça.
Que nos dias que se seguem possamos não apenas ter, mas também ser AMOR.
Feliz 2016!

domingo, 20 de dezembro de 2015

Na minha aparente solidão 
Me reinvento, desmorono, dia a dia
Descubro que(m) realmente sou:
Vasta em mim mesma.
Cada vez mais minha.

sábado, 19 de dezembro de 2015

Gratidão

A gratidão é um exercício de espiritualidade. Ser grato é fazer as pazes com o Universo e voltar o olhar ao que deu certo, mesmo quando tudo em volta parece desmoronar.
Existe sempre um bom motivo para agradecer. E às vezes (muitas vezes) a gente nem precisa procurar.
Basta abrir a janela ou se olhar no espelho.
A vida em si te ajuda a lembrar.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

A simplicidade é artigo de luxo.
Eu só fiquei ali, parada.
À beira da paisagem
Na hora exata
(Exatamente onde eu deveria estar)

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

a.C e d.C (ou o que aprendi com Clarice Lispector)

Foi com Água Viva, em meados de 2006, que mergulhei na poesia íntima de Clarice Lispector. Desconhecia o termo, mas me reconhecia em cada palavra da sua prosa poética. Eu lia Clarice e, como num espelho, me via ali, refletida. Eu lia Clarice e era tragada pela profundidade de sua escrita. E, como acontece quando a gente se apaixona, houve irremediável entrega. Foi amor à primeira linha.
Clarice é única. A sua escrita transcende o papel, rompe as fronteiras das páginas e muda o mundo que habita em você. Tudo passa a ter outro sentido, tudo é denso, caótico, por vezes doloroso, mas sempre verdadeiro. Há quem veja loucura. Eu enxergo a clareza e lucidez que nos tornam inteiros. Clarice cura.
Você não lê Clarice Lispector. Você não interpreta. Você sente, simplesmente. "Ou toca ou não toca".
A literatura de Clarice é catártica, epifânica e crua. Repleta de nós que ora são desfeitos, ora se emaranham em si mesmos. E que nos dão a real dimensão do ser/estar no mundo.

Clarice tece entrelinhas, filosofia e intuição. E ainda assim tudo soa claro, signo e significado. Ler Clarice é testemunhar uma revelação.
A minha rotina mudou sensivelmente após ter sido tocada pela vida nas palavras de Clarice Lispector. O meu olhar sobre a poesia, a paisagem interna, tudo em volta e sobretudo dentro. Abracei a minha inconstância, meus medos, minhas urgências. Porque Clarice nos força a sentir e pensar ainda que a compreensão sobre tudo seja por vezes escassa. Mas estamos vivos.
E a vida é vasta.

Antes eu era. 
Hoje eu estou.
E isso basta.


"O que te escrevo continua. E estou enfeitiçada."


À Clarice, toda a minha inspiração. Cada palavra escrita nos meus dias é dedicada a você. Obrigada pelos sopros de vida, pela aprendizagem, pela paixão.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015


"Estou cada vez mais bossa-nova, espiritualmente sentado num banquinho, com o violão no colo. Não se pode ser infeliz, não se pode morrer em vida, não se pode desistir de amar, de criar. Não se pode: é pecado, é proibido."

(Caio F. in Cartas)