terça-feira, 23 de junho de 2015

Apesar da transitoriedade do mundo,
não gosto daquilo que perece
Há que se conservar a eternidade

das coisas
Mesmo nos momentos mais breves
Muito se (es)vai
Quero apenas o que permanece

O melhor abraço é aquele demorado
Que abarca o outro por inteiro
Que além de abrigo
Proteção e carinho           
É também morada.

sábado, 20 de junho de 2015

Na leveza do ato de escrever    
Nas mãos dadas, no abraço demorado, nossa casa                              
Versos simples me invadem desde o amanhecer
A inspiração me acorda com "bom dia"
Teço uma rima bem bonita sem querer
Eis que surge uma poesia:
Eu soo (e sou) melhor com você.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Me permito dispersar pela madrugada, abandono os sonhos e acolho a lucidez que só acontece quando estou acordada.

Quase durmo, mas os pensamentos me vêm em desespero, ansiosos para se tornaram palavras.

Sou apenas mediadora, instrumento. 

O que eu sinto tem vida própria:
É transbordamento.
"Vou mostrando como sou
E vou sendo como posso,
Jogando meu corpo no mundo,
Andando por todos os cantos
E pela lei natural dos encontros
Eu deixo e recebo um tanto
E passo aos olhos nus
Ou vestidos de lunetas,
Passado, presente,
Participo sendo o mistério do planeta"
(Novos Baianos)
Nada é alheio ao tempo
O destino de certas coisas é mesmo o esquecimento.
Deixa o cigarro aceso
A brasa queima iluminando o que apagou cedo.
Mal te conheço
Você não sabe quem eu sou
Ainda assim arrumo as malas
Abandono os mapas
Te dou a minha mão
E vou.