segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Nota de Natal

Que eu saiba distinguir o efêmero do eterno. Que eu pondere o uso do nunca e do pra sempre. Que eu tenha fé e equilíbrio. Que eu me magoe e me doa o menos possível. Que eu não tenha medo de abrir mão. Que eu saiba o momento certo de recomeçar. Que entre o supostamente racional e o meu coração, eu escolha o que for mais bonito. Que embora tudo tenha dois lados, eu saiba escolher o que for positivo.  Que mesmo depois de chances frustradas eu insista. Que mesmo caindo eu saiba levantar.Que eu encontre nas palavras o melhor caminho. Que eu não desaprenda a amar. Que entre sorrisos e lágrimas eu continue sentindo. Que pelos dias que se seguem permaneça sempre o essencial: aquilo em que acredito.
Que esse Natal seja precursor de boas novas e mudanças. Que haja sempre novas oportunidades de tornar a vida INCRÍVEL.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Já não sei mais o que sinto.

Talvez haja por dentro apenas silêncios ecoando no vazio.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Só (l)

"Nada que o sol não explique/tudo que a lua mais chique/ não tem chuva que desbote essa flor." (Lemiski)


Ando de mãos dadas com o sol, mesmo quando há chuva. Por dentro, me mantenho acesa, o frio externo só eriça meus pêlos, estou aquecida. Nunca me senti tão completa e bem acompanhada, mesmo quando caminho sozinha desviando das poças pela rua vazia.
 
Há sol. Há luz do dia. Há verso. Há amor. Há poesia.


Cuido de mim, melhor companhia, e recebo o que vem com o melhor que posso oferecer: gratidão e alegria.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Dias de sol ou dias cinzas: recebo o que vier com alegria.
A vida é um abismo e só vale alguma coisa se você se arrisca a chegar mais perto e mais perto e mais perto, até pular. Viver é o pulo. E é incrível para quem enxerga além do vazio, porque todos possuem asas, mas só se atira e voa quem não tem medo de nada. Eu sou o meu maior perigo. Na linha tênue entre a loucura e a paz de espírito encontro meu equilíbrio. Só quem pula percebe como a vida é feita de riscos. Talvez por isso também seja um tanto mágica.

Em 25/11/2013

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

"Tudo aos poucos vira dia e a vida - ah, a vida - pode ser medo e mel quando você se entrega e vê, mesmo de longe.
Não, não quero nem preciso nada se você me tocar. Estendo a mão.

Depois suspiro, gelado.

E te abandono."

(Caio F. in Os Dragões Não Conhecem o Paraíso)

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Ontem

Mas é óbvio que busco a construção diária de novas histórias. Olho nos olhos de quem me olha para extrair alguma lembrança perdida, algum combustível para uma ideia, um pedaço com o qual eu teça retalhos. A escrita é detalhada: a palavra, encantada. Não suporto desperdícios. Sinto calor e quero o mar, o sal na pele, fogo em labaredas, brasa a queimar, chamas acesas. Os dias são quentes, há que se aproveitar. Nunca rejeitei bebidas, tomo o sol com sede, me sacia. E é com vontades irremediáveis que faço poesia.

*

O que te escrevo agora é silêncio.