terça-feira, 16 de abril de 2019

Nenhuma frase de efeito me cabe
Não me encaixo em rótulos
Nem tento me definir

Não me enxergo pelo olhar dos outros
Sou quem sou
Só eu sei de mim

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Reativei temporariamente a rede social com o intuito de localizar um texto antigo que, na minha memória já empoeirada, ainda faria algum sentido. E fez. De um jeito insuspeitado.
Me dei conta de muito. De quase tudo. 
A essência permanece a mesma, mas abandonei pelo caminho algumas máscaras. 
Hoje entendo muitos dos subtextos escondidos no arranjo meticuloso das palavras. Algo como tentar arduamente ser inteiro mostrando só a metade. Poesia, assim como a vida, não se limita a belas rimas. É preciso ir além. Tocar ou não tocar.
Desaprendi muito nesses últimos anos. E estou desaprendendo um tanto, transformando sempre que possível o costume do olhar. Esqueço para lembrar. Por muito tempo eu olhei, mas não era capaz de (me) enxergar. Falava tanto sobre mergulhar em abismos e encarar os vazios, mas nunca de fato me permiti estar nesse lugar. E há quase 2 anos venho travando essa batalha de me manter sã e equilibrada em meio ao maremoto, sem saber ao certo nadar.O fato é que eu não nasci para desistir. Se extraí algo do medo, foi a coragem de, ainda que sem jeito, bater os braços e continuar. Essa ressaca não me traga: eu me recuso a naufragar.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Dona Maria

Revendo algumas fotos, me deparei com a sua. Aquele cabelo bem curto e macio, as mãos sempre pintadas com um esmalte clarinho, uma blusa azul e um sorriso. Que iluminava tudo em volta. 
De imediato meus olhos encheram d'água.
Eu me entrego à rotina, mas sabe, dona Maria, te carrego aqui dentro para melhor atravessar os dias.
Difícil encontrar palavras para discorrer sobre a morte e o luto, sobre o vazio dessa perda que me inunda.
Tamanha falta transborda tristeza, mas se perpetua nessa melancolia que, embora cinza, é quase sempre bonita.
A senhora foi embora.
E deixou essa saudade que faz casa no meu peito.
Te eternizo, dona Maria. Nas palavras, na paisagem, na fotografia.
Para ressignificar a minha história e encarar, com a sua delicadeza, a rispidez da rotina.
Obrigada pela doçura, pela leveza e por ter demonstrado, com maestria, o que é ter (e ser) coragem. 
Te eternizo, dona Maria. 
Porque só o amor é capaz de tornar a vida infinita.

sábado, 30 de março de 2019


"Why worry, there should be laughter after pain
There should be sunshine after rain
These things have always been the same
So why worry now."
Vastidão
No rio infinito
Eu de mãos dadas
Comigo

segunda-feira, 18 de março de 2019

Você me surpreendeu ao dizer ainda que lia o blog. E eu, que ando displicente com a escrita, tive vontade de poetizar nossa rotina, ainda que eu tropece nas palavras.
Falar sobre você é fácil. Porque você traz leveza aos meus dias (e eles têm sido pesados). No meio das crises, do medo, da raiva, do desespero, você me coloca de volta ao meu centro, grita para que eu não me perca de mim e me abraça. 
Você chora enquanto enxuga as minhas lágrimas.
E eu sei que mais uma vez vai passar, porque você está aqui.
Você é, de longe, o homem mais lindo que eu já vi.(Escrevo enquanto te vejo dormir).
Eu te amo tanto que só me resta agradecer.
A nossa história é a parte mais bonita da minha vida. 
Eu sou melhor com você.
Porque posso ser quem eu sou sem temer.
Com você eu entendi o que significa ser feliz.

(Você é mesmo tudo o que eu sempre quis)

sexta-feira, 8 de março de 2019

“Tive medo não. Só que abaixaram meus excessos de coragem.”
(Guimarães Rosa)