sábado, 30 de março de 2019

Vastidão
No rio infinito
Eu de mãos dadas
Comigo

segunda-feira, 18 de março de 2019

Você me surpreendeu ao dizer ainda que lia o blog. E eu, que ando displicente com a escrita, tive vontade de poetizar nossa rotina, ainda que eu tropece nas palavras.
Falar sobre você é fácil. Porque você traz leveza aos meus dias (e eles têm sido pesados). No meio das crises, do medo, da raiva, do desespero, você me coloca de volta ao meu centro, grita para que eu não me perca de mim e me abraça. 
Você chora enquanto enxuga as minhas lágrimas.
E eu sei que mais uma vez vai passar, porque você está aqui.
Você é, de longe, o homem mais lindo que eu já vi.(Escrevo enquanto te vejo dormir).
Eu te amo tanto que só me resta agradecer.
A nossa história é a parte mais bonita da minha vida. 
Eu sou melhor com você.
Porque posso ser quem eu sou sem temer.
Com você eu entendi o que significa ser feliz.

(Você é mesmo tudo o que eu sempre quis)

sexta-feira, 8 de março de 2019

“Tive medo não. Só que abaixaram meus excessos de coragem.”
(Guimarães Rosa)

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

"De tudo, ficaram três coisas: a certeza de que ele estava sempre começando, a certeza de que era preciso continuar e a certeza de que seria interrompido antes de terminar. Fazer da interrupção um caminho novo. Fazer da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sono uma ponte, da procura um encontro." (Fernando Sabino in O Encontro Marcado)

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

"The only way out is through."
Fui arrebatada de imediato, após passar os olhos pelo ponto final. Ele indica tão somente o término da oração,  mas em mim desencadeia um sem fim de processos.
Aprendo um pouco cada dia. Inúmeros pensamentos, aparentemente desconexos, que comportam uma vastidão de anseios. Essa minha vontade de saber mais do mundo, de engolir de uma vez só - eu e essa fome de tudo. Que não me larga. Que me extasia. Que me deixa exausta. E que não sacia.

Choro um pouco todo dia. Porque me despeço de quem eu fui, me desconstruo e me reinvento. Sou uma aprendiz, admitir a minha completa ignorância é sinal de sabedoria? Descartes já dizia.
As urgências, as epifanias.
Esse mergulho por dentro, essa necessidade de ser inteiro, de arriscar o voo, ainda que haja medo.

Porque o enfrentamento é a única saída.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019


"E porque não dissemos nada, não podemos dizer nada." (Maiakovski)

Mergulhei em meus silêncios para enfim admitir que me escondi nos meus textos por muito tempo. Tempo demais.
Das figuras de linguagem, gostava das metáforas.
Dizer o que precisava ser dito, minimizando a exposição, procurando escolher com precisão as palavras.
Isso me custou tanto, estou exausta.
Porque do sentimento não se esquiva.
E aprendi que tudo começa com um pensamento (menos com a terapia,  mais com a lisergia).
Dava voltas e voltas ao meu redor quando o que eu precisava mesmo era mergulhar nesse abismo sem fim. Nesse caleidoscópio de emoções complexas e contraditórias. 
Eu, dentro de mim.

Sempre fui comedida porque tinha receio de ser exposta. Nunca quis me perguntar: sempre tive pavor da resposta. Perdi muito e me blindei. Por medo.
Medo.
Medo.
Medo.

Agora rascunho essas palavras na página em branco. E repito na frente do espelho (três vezes para exorcizar).
Essa busca exige de mim mais força do que eu poderia imaginar (lágrimas caem enquanto escrevo). 
Não posso mais desenhar meus versos só pelo egoísmo de rimar.

Eu preciso de mais. Preciso da liberdade de ser.
Porque coragem mesmo é se enfrentar.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Hoje eu li um texto da Flávia Melissa logo após ter uma conversa lúcida com uma prima querida. Me dei conta de que tudo, absolutamente tudo converge. Não há acaso ou coincidência. Despertar é um processo, os sinais estão visíveis àqueles que estão de olhos abertos. E como dói olhar. 
A astrologia me adverte sobre a volta de Saturno. Eu sinto o "envelhecer" embora esteja lutando bravamente com a ideia de encaretar. Já não consigo atravessar a madrugada, o álcool exige a alternância com a água e me obrigo a me movimentar nem que seja só por hoje.
Só por hoje. 
A Flávia falou sobre a necessidade de matar que fomos para seguirmos sendo (ao menos entendi desse jeito). Ser. Constantemente. Ardentemente. Sem idealizações ou exigências mirabolantes. Todo o resto é armadilha do ego. 
E lembro de outra luzinha do Universo vinda da série que assisti, o personagem falava exatamente assim:
FUCK THE FEAR.

Foda-se o medo.
Medo é perda de amor e de tempo.
E viver requer coragem.