quinta-feira, 19 de julho de 2018

Cada pessoa é um mundo. Se nós nos surpreendemos com quem somos, se temos várias e diferentes facetas, por que não respeitar o universo do outro? 
Dê as mãos, não aponte dedos.

O que me incomoda eu mudo.
O que verdadeiramente importa está por dentro.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Quadro verde

Nunca tinha ouvido Rubel naquela varanda, depois do expediente, tomando uma cerveja e acendendo um cigarro para me inspirar.
Nem colocado roupa na máquina ou água no fogo para fazer o chá.
Nem mesmo escrito qualquer coisa para falar sobre o vazio ou o silêncio numa carta para ninguém.
Eu não guardei um pôr do sol.

Eu não desfiz as malas.
Não arrumei a casa.
Eu só senti falta.
Essa mesma falta que é um pouquinho triste mas também bonita. 
Que dança, com leveza, no meu peito. 
Porque eu não inventei nenhuma memória.
Sinto tudo como se fosse ontem.
Mas a saudade...
Essa saudade eu conjugo no agora.

domingo, 15 de julho de 2018

The Road Not Taken

Two roads diverged in a yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth;

Then took the other, as just as fair,
And having perhaps the better claim,
Because it was grassy and wanted wear;
Though as for that the passing there
Had worn them really about the same,

And both that morning equally lay
In leaves no step had trodden black.
Oh, I kept the first for another day!
Yet knowing how way leads on to way,
I doubted if I should ever come back.

I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence:
Two roads diverged in a wood, and I—
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.

(Robert Frost)

terça-feira, 10 de julho de 2018

Ausência

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

(Carlos Drummond de Andrade)
Eu sinto saudade quando ele não está por perto
E aí o vazio do quarto me toma por inteiro
Os dias mais comuns, com ele são inéditos
Não consigo explicar de outro jeito
Pra mim ele é perfeito

Ele me dá a mão
E me encanta com o seu mundo
Ele me faz querer ficar
Não preciso de muito

Eu tenho tudo quando ele está

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Me chamavam flor de lótus e eu não compreendia. Achava a expressão bonita, pudera, esse hábito de enxergar o mundo com os olhos da poesia.
Mas eu olhava e não (me) via.
É sobre em meio à lama criar forças para crescer. É sobre não se resignar.
Bruta flor, a sós, eu brotei
Respeitei o tempo necessário para maturar
Pétala por pétala, apesar da dor, eu me transformei
Sou o que me cabe ser
É o meu jeito de desabrochar.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Para agradecer ou te celebrar eu não preciso de uma data específica. Cada dia que passo com você é o dia mais especial da minha vida.