sábado, 15 de outubro de 2016


Mapas, bússolas, roteiros para uma nova estrada
Vontade de fechar os olhos e simplesmente ir
Me sinto uma estrangeira, arrumo minhas malas.
Às vezes bate uma imensa saudade de mim.
Às vezes me pego olhando para trás, observando cada caminho que percorri, os passos marcados no chão, as diversas histórias repletas de tudo e de tanto que eu escrevi. A passagem do tempo me invade.
Indago se fui eu mesma que vivi tudo isso, se eu mesma consegui, entre tropeços e acertos, chegar até aqui.

Sou tudo aquilo que eu me permiti:
Ser, viver e sentir.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Eu mudei. Ainda não sei dizer o quanto eu perdi para chegar onde estou, mas me sinto leve, sem pesos desnecessários dificultando o caminhar. Hoje eu entendo bem a minha dinâmica. Na última faxina, quase não havia roupas para doar, Minha caixa de email é cheia de filtros, minha lixeira está sempre vazia. 
Organizo, separo, seleciono, guardo, jogo fora ou repasso o que não me é mais útil. Quase todos os dias.
Nunca me preocupei com quantidade, mas sim com a qualidade de tudo na vida. Se não me serve, se  me prejudica, se não vem por bem, de boa vontade e para agregar, é mais que dispensável. 
Por muito tempo fui escrava do apego. Até que uma mudança drástica e repentina no meu estilo de vida me fez reavaliar todos os aspectos da minha rotina: o essencial mora na simplicidade. 
O resto é egoísmo. Apego. Vaidade.


Saudade também é pertencimento.

sábado, 1 de outubro de 2016

Gosto da realidade. Dos caminhos traçados e seus obstáculos, das flores e espinhos, dos percalços.
Eu vivo por sentir. 
E por isso mantenho meus pés descalços.
“Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo.”
Amizade não é via de mão única, a gente só dá aquilo que a gente tem e, infelizmente, muitas vezes não é o bastante para despertar no outro a reciprocidade a gente sempre espera, mal ou bem.