quarta-feira, 13 de julho de 2016

Simplicidade (Pato Fu)

Vai diminuindo a cidade
Vai aumentando a simpatia
Quanto menor a casinha
Mais sincero o bom dia
Mais mole a cama em que durmo
Mais duro o chão que eu piso
Tem água limpa na pia
Tem dente a mais no sorriso
Busquei felicidade
Encontrei foi Maria
Ela, pinga e farinha
E eu sentindo alegria
Café tá quente no fogo
Barriga não tá vazia
Quanto mais simplicidade
Melhor o nascer do dia

terça-feira, 12 de julho de 2016

Escrevo de mansinho
Com cuidado, com carinho
Divago devagar
Quero manter o espírito
De só compor o que eu sinto
Quando eu transbordar.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Faz tempo e sequer me lembro  
porque acabou
Restou a lembrança mais bonita, nenhuma mágoa, tristeza desmedida
ou rancor

Só o que foi bom ficou
(Aprender a esquecer também é uma forma de amor)

sábado, 9 de julho de 2016

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Toda noite é especialmente linda quando se está abarrotado de luz e poesia


quarta-feira, 6 de julho de 2016

Estou tão habituada com certos desastres que não me choco facilmente. Falo dos pequenos infortúnios que surgem pelo caminho, e que, no alto dos meus vinte e tantos anos, me causam apenas certa apatia.
Confesso, com um quê de vergonha, que pouco me atinge na pressa dos dias. Meus pensamentos estão diluídos entre atividade acadêmica, afazeres domésticos, a maçante rotina.

*
Fui tomada, repentinamente, por suores noturnos, o sono interrompido por um pensamento ou sonho, medo de dormir sem a tv ligada, medo do silêncio, medo do escuro. Medo. Taquicardia. Um pavor que poderia ser explicado por Netuno em Peixes, choro resignado, falta de poesia.
Ausência de conexão, descompasso de sentimentos e vontades, devaneios infindáveis. Urgência em ficar debaixo do edredom e dormir: sem controle de ponteiros, sem luz do sol rompendo as cortinas. Crise de insatisfação muito bem escondida. A tal necessidade imperiosa de fugir.
Anseio por tudo, afinal de contas esse vazio já ocupa um bom espaço por aqui.
Encarei meu maior pesadelo. Pela primeira vez me encontrei, mas não me reconheci; desaprendi a me olhar no espelho. Atônita, uma única pergunta me veio: o que eu tenho feito de mim?
(Saturno me cobra essa resposta, enfim)
Nesse mundo em que todos sabem muito de tudo, escolho desaprender o pouco que sei
Quero me encantar pela vida a cada segundo
Me deslumbrar, desbravar tudo
Como se fosse a primeira vez