terça-feira, 17 de novembro de 2015

Perto do fim

"Se o mundo parece esquecer/O que rimou 'eu com você'/ É bem melhor você sumir/ Just like planes do over the sea"
(Tiago Pethit e Mallu Magalhães)

Eu já tinha ouvido a metáfora de portas fechadas e janelas abertas (ou seria o contrário). Sobre possibilidades. Algo assim, estou incerta.
Nunca vejo sentido em recomeços, embora eu saiba muito bem fazer as malas. Sempre de partida, estou habituada. Não aprendi a consertar, tenho a impressão de que algo remendado nunca permanece igual e por isso mesmo pode ser descartado. 
Joguei muito de nós no lixo.

Já me enfrentei muito antes de te olhar e falar tudo isso. Um embate diário, crises de insônia e identidade, cinzeiro cheio, uma vontade urgente de não sei bem o quê, mas que me tomava por inteiro. Não tinha para onde correr. Era questão apenas de tempo. E de melhor entender.
Não te culpo pelos nossos desencontros, nossos caminhos antes parecidos e agora tão distantes. Não é proibido escolher. Foi o que você quis.
Não te culpo pelas pessoas que surgiram na tua estrada e inverteram as placas: elas não mais apontavam para mim.

Ao menos tentamos. Foi maravilhoso e foi infernal. Foi devastador e incrível. E chegamos até aqui. Com o coração aos pedaços, mas batendo, mesmo que desritmados. Aqui.
Com portas e janelas escancaradas. Minhas mãos estão livres, te indico com meus dedos o caminho a seguir.

Juntos, chovemos. Nem vi a previsão do tempo mas estou certa de que amanhã fará sol.
Chegamos perto do fim.
E vai ser melhor.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Se ninguém lutar por mim...
Não desisto.
Resisto.
Insisto.
Vou à luta mesmo assim.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Hoje ao correr meus dedos pelas tuas costas enquanto te observava dormir, me dei conta do quanto sou grata por te ter por perto, depois da distância e do tempo e de tanto...muito de tudo.
É mais que um deleite ter você na minha cama, na minha rotina, nos meus braços, dividindo além das angústias e do cansaço, o sossego de estar bem aqui, ao alcance das minhas mãos, da minha retina.

Às vezes a pressa dos dias me impede de demonstrar a beleza desses momentos que compartilho com você. Note, no entanto: nunca esqueço. Guardo os nossas gargalhadas, nossas brincadeiras mais espontâneas, os carinhos insuspeitados. Te guardo. Motivo maior das minhas alegrias.
Te beijo, te acolho no peito e te vejo dormir. Meu oásis particular, meu arco íris, minha melhor paisagem. Você é tudo pra mim.
Obrigada por ser o sol da minha vida.
"E tem o seguinte, meus senhores: não vamos enlouquecer, nem nos matar, nem desistir. Pelo contrário: vamos ficar ótimos e incomodar bastante ainda. Ando feliz, cheio de fé, fase new-wave, escorregando às vezes para o after-punk, mas virginianos sempre acabam fazendo uma faxina, fazendo a barba, lavando as meias, as cuecas, tomando vitaminas e andando de bicicleta no parque. Graças a Deus — que existe e, lá de cima, tá vendo tudo. Batalho ferozmente a minha paz." 
(Caio F. in Cartas)

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Às vezes atravesso os dias apressada e me perco nas miudezas da rotina. 

Mas não esqueço que assim como a casa, eu mesma preciso de atenção e cuidado. Além de uma boa faxina. 


Há tanto tempo divido o meu mundo que esqueço de voltar o meu olhar ao espelho. Reflexos do que sou, meu eu inteiro.
Jamais me esqueci. Me dei ao luxo de refazer caminhos. Mas me guio.

Caio Fernando me traz de volta pra mim.



"Quero que daqui pra frente a vida seja hoje. A vida não é adiável. E tô achando bom, tô repetindo que bom, Deus, que sou capaz de estar vivo sem vampirizar ninguém, que bom que sou forte, que bom que suporto, que bom que sou criativo e até me divirto e descubro a gota de mel no meio do fel. Colei aquele “Eu Amo Você” no espelho. É pra mim mesmo." (Caio F. in Cartas)

domingo, 1 de novembro de 2015

"Aprendeu que as folhas das árvores servem para nos ensinar a cair sem alardes."
(Manoel de Barros)

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Não quero ser aquela escritora que empaca na frente do papel pra escrever qualquer coisa com o mínimo de sentido. Eu não.
Quero escrever apenas o que sinto.