quarta-feira, 2 de julho de 2014

Eat Pray Love



Attraversiamo

(Let's cross over)
Sou uma mulher em busca de sentido. Não tenho a pretensão de me definir com clichês, nem sou atormentada pelas crises de identidade. Sei quem sou. Não finjo. Choro, emudeço, grito. E aprendi tanto e de tantas formas a me respeitar que não fujo mais da dor. Disseco-a até o limite; aquele momento em que não há no mundo descrição adequada, que não há no vocabulário um termo que expresse o sentimento, quando apenas o silêncio é a resposta exata.


Sou uma mulher de abismos, de silêncios, de gritos. Sou uma mulher dos livros, dos pensamentos, dos signos do zodíaco. Sou uma mulher da terra, dos risos e das lágrimas. Sou uma mulher. Ponto. Porque sinto.



Sou uma mulher de (re)versos. 
Sou uma mulher de palavra(s).



segunda-feira, 30 de junho de 2014

"E eis que depois de uma tarde de “quem sou eu” e de acordar à uma hora da madrugada ainda em desespero - eis que às três horas da madrugada acordei e me encontrei. Fui ao encontro de mim. Calma, alegre, plenitude sem fulminação. Simplesmente eu sou eu. e você é você. É vasto, vai durar.

O que te escrevo é um “isto”. Não vai parar: continua.
Olha para mim e me ama. Não: tu olhas para ti e te amas. É o que está certo.

O que te escrevo continua e estou enfeitiçada."

(Clarice Lispector in Água Viva)

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Sol da minha vida,
O seu olhar melhora minha retina
Quando você diz que meus olhos brilham, claros pela luz do dia
É porque te olho. E gosto.
Você me ilumina.

O que irradio não é nada menos que alegria.



you live inside of me like poetry
(você vive dentro de mim como poesia)

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Em vez de lágrimas, palavras.


Quanto a mim, acolho os silêncios e teço por dentro as minhas melhores palavras. Guardo-as comigo até o momento em que me sinto completamente à vontade. Escrever exige da alma cuidado:

A poesia só acontece em liberdade.

(Então me calo).

segunda-feira, 2 de junho de 2014

"Meu Deus, me dê a coragem de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites, todos vazios de Tua presença. Me dê a coragem de considerar esse vazio como uma plenitude. Faça com que eu seja a Tua amante humilde, entrelaçada a Ti em êxtase. Faça com que eu possa falar com este vazio tremendo e receber como resposta o amor materno que nutre e embala. Faça com que eu tenha a coragem de Te amar, sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo. Faça com que a solidão não me destrua. Faça com que minha solidão me sirva de companhia. Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar. Faça com que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo. Receba em teus braços meu pecado de pensar."

(Clarice Lispector in Um Sopro de Vida)