quarta-feira, 19 de junho de 2013

Folha de São Paulo

Essa foto é emblemática. O momento é histórico. Não é pela Copa, não é por "0,20 centavos" como fizeram parecer. É, de fato, a primavera brasileira. As pessoas desabrocharam para a revolução. Essa é a nossa voz e a nossa força. Os covardes, imundos, caretas, corruptos jamais nos calarão.

(Em 16/06/2013)

terça-feira, 11 de junho de 2013

Em meio a nuvens. Os obstáculos de metal me impedem de ir mais longe, embora encurtem tantas distâncias. Quase alcanço estrelas. Tudo é tão diferente visto de cima. Fica a impressão de que há algo além; infinito, talvez. Algo que mensure o real significado da vida.

(dela eu quero a certeza de que apesar dos dias tempestuosos e cinzas haverá luz do sol rompendo um novo dia.Quero inspiração diária para encontrar as palavras refúgio, com as quais eu possa andar de mãos dadas. Finalmente, quero esse amor que me invade, dispersando vazios e afastando a solidão. Um amor que muda tudo e para o qual sempre fujo, pois em seu abraço fiz minha verdadeira morada).

(Em 04/06/2013 - cruzando os céus)
O amor pede a palavra.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Perhappiness

Toda Poesia (Paulo Leminski)


Talvez não seja ausência de inspiração.
O sentimento já não alcança a palavra.
Apenas mais um prefixo.
Encadeamento de orações e períodos
Que gritam:
 - Procura-se poesia.
Mas ela não quer ser encontrada

Que fiquem as folhas em branco
E que se percam as letras na estrada
Porque ainda resta algum encanto
Em compôr a vida com rimas
Em busca de alguma beleza e graça

Com a caneta em punho
E ao som da habitual taquicardia 
Dispenso a tal criatividade
Cultivo então um apelo:

-Procura-se sensibilidade.


(Talvez essa suposta incompletude seja um mergulho no que há de mais profundo. Um entendimento que leva, talvez, à felicidade)



quinta-feira, 23 de maio de 2013



The Virgins Suicides


O tempo enfeitou a dor. E tratou e transformar as cicatrizes em adorno. (Quem tem dentro de si alguma sutileza, enxerga o belo no inusitado, inclusive na tristeza).


(Em 30/03/2013)
Lembranças naufragadas, palavras emanadas na vastidão dos silêncios que transformam o que era pouco em quase nada. A vida é ínfima, vê: somos apenas o tempo que passa.

(Em 21/05/13)

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Os meus olhos amanhecem num dia tão bonito que é quase incompreensível que os meus pêlos ericem de tanto frio. O sol ilumina tudo em volta, de alguma forma me reconheço no outono: impreciso, ele é a minha estação. Divago em meus pensamentos enquanto atravesso um tapete de folhas multicoloridas caídas pelo chão. Às vezes saio em busca de alguma inspiração, uma nova rima, quando, na verdade, aprendi a tecer paisagens além da minha retina. O que repousa dentro de mim também me motiva. E é vasto. Os meus dias cinzas e amargos eu pinto com poesia. Como escreveu Carpinejar, é até aceitável ter medo da vida. Agora ter medo de sonhar é covardia.