sexta-feira, 25 de janeiro de 2013


Eu invento uma sequência de palavras para desenhar tudo em volta. Mas guardo meus segredos, apresso os ponteiros: é chegada a minha hora. Refaço meu dia, teço com uma linha bem bonita a minha história. Esqueço o passado na última gaveta das lembranças. Afinal de contas, na paisagem dessa vida tortuosa apenas uma coisa me interessa: o agora.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013


Recomeça...
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar
E vendo,
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.


(Miguel Torga)
O som do silêncio é interrompido pelo vento. Ouço o flanar das asas de um pássaro que, assim como eu, voa atrás de algo parecido com liberdade. Descanso do meu voo deitada na grama e encaro a lua crescente. Alguns chamam isso de estado de contemplação. Eu não: prefiro felicidade.






E a lua que lá na praia anunciava o fim do dia, agora atravessa seus raios pela janela, me fazendo companhia. Hoje ela me contou um segredo: me namora há tempos, e eu nem sabia...

Em 27/12/2012

O crescimento é interno. Essa capacidade de me metamorfosear e surpreender, quando ninguém apostava nas mudanças. Criando o belo, dispenso a tristeza. Não me permito mais viver sob determinadas circunstâncias. Quando fiz as pazes comigo, o desapego ficou menos difícil e não dói dizer adeus. Quando fiz as pazes comigo, me dei conta de que seguir é preciso e de que há muitos caminhos no mundo:

e todos eles são meus.

sábado, 15 de dezembro de 2012


Não. Eu me recuso a responsabilizar o próximo ano pelas mudanças que eu sou capaz de fazer hoje. A vida é dinâmica; vê, depois de um sol flamejante, chove torrencialmente lá fora. Por que a espera se há vida pulsando e sangue correndo nas veias? Não há momento certo: o tempo de mudar é agora.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012



"Os dias que eu me vejo só
São dias que eu me encontro mais
E mesmo assim eu sei tão bem
existe alguém pra me libertar."



E subimos aquela pedra como se fosse a última coisa no mundo para alcançar. O fim, nada, tudo. Para testar nossas asas, para encontrar um rumo e, à beira do precipício, quem diria, respirar fundo e ver o mar. Aquela linha que se desfaz além do horizonte e parece não acabar. Foi-se a dor. À beira do abismo encontrei amor.