sábado, 18 de julho de 2020

Estava aqui, divagando pela madrugada, relendo textos, revisitando momentos. E pensei: se o nosso encontro não tivesse acontecido naquele dia de Rock in Rio, eu teria que achar nas palavras um jeito de te inventar. 
Você, minha companhia no bar, na varanda, na cerveja, no sorvete, no filme, na distância, no presente. Na poesia, na amizade, guardado debaixo de sete chaves. De algum jeito insuspeitado, transcendendo os limites do tempo e do espaço,  você já estava em mim. 

"Não sei porque nessas esquinas vejo o seu olhar."

Entre textos e entrelinhas, na música, nas rimas, você veio pra ficar.

Obrigada por compartilhar seus textos, suas histórias e essa jornada. 
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Eu te escrevo esse texto como quem te abraça.

(Para Sergio, saudade sem data para expirar)

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Deixo um pouco de mim em cada texto
Meu coração mora nas palavras

quarta-feira, 1 de julho de 2020




"Me fiz artista sem plateia" (Sergio Fróes)

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Houve uma época em que eu detestava as minhas fotografias. Eu me achava feia, desajeitada, não gostava do meu cabelo, do meu sorriso. Eu não me enxergava na imagem nelas refletida, não conseguia me identificar com aquela pessoa que estava retratada.

Eu me sentia inadequada.

Eu não gostava do que eu via. 

Eu não gostava de mim.

As dores, os traumas,  as perdas. Todo o sofrimento experimentado me condicionou a atravessar os dias presa na zona de conforto, criando meus próprios artifícios para permanecer anestesiada. 

Eu me dei conta de que vivi minha vida guiada pelo medo. Medo do julgamento, medo do não pertencimento, medo de não ser amada. 

Passei boa parte da minha jornada buscando preencher os espaços vazios, tentando me sentir um pouco melhor comigo, quando, na verdade, bastava apenas um olhar mais atento.

O que eu sempre procurei lá fora, já estava aqui.

Porque o caminho é dentro.

E esse é só o começo. 

"Nós não estamos aqui para aprender. Estamos aqui para lembrar."

Eu não quero mais me esquecer.







sábado, 27 de junho de 2020

Não quero mais andar pela vida distraída, criando artifícios, evitando riscos e calculando meus passos para desviar da dor.
Aceito o que vier. Estou aberta para tudo aquilo que eu precisar sentir. Ainda que haja desconforto, ainda que seja incômodo, ainda que me cause pavor.
Eu não quero mais fugir.
Sei exatamente o caminho que devo seguir.
O lugar que eu tanto busco está dentro de mim.

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Cecília
Lya
Clarice
Lygia
Ana Cristina
Adélia

A dança mais bonita de palavras foi feita por mulheres.



quarta-feira, 17 de junho de 2020

"Não quero mais saber do lirismo que não é libertação."

(Manuel Bandeira)